Pragmata foi lançado na última sexta-feira e seu sucesso é inegável. O título vendeu mais de um milhão de cópias nos dois primeiros dias e as redes sociais estão repletas de elogios. Porém, uma reação inesperada é que muitos jogadores estão comentando que querem formar uma família após a experiência.
O jogo conta a história de Hugh Williams, um engenheiro de uma empresa de tecnologia que se vê lutando pela vida em uma base na Lua. O mais importante é que ele se vê lutando por e com uma robô em forma de garotinha, com a designação Pragmata D-I-0336-7, a quem Hugh chama de Diana.
E Diana não apenas se parece com uma garotinha, mas tem a personalidade de uma. E os dois desenvolvem um laço semelhante ao de pai e filha ao perceberem que não sobreviverão à provação um sem o outro.
Inclusive, trata-se de um laço que terá muita profundidade para os jogadores que quiserem passar pelas 35 horas para completar o título.
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Simulação de pai
Muitos jogadores se emocionaram com a experiência, o que mostra o ótimo trabalho do time narrativo. Além disso, há mecânicas como Hugh dando brinquedos de presente para Diana, e Diana brincando com eles enquanto Hugh observa, satisfeito, da mesma forma que um pai veria sua filha se divertindo com algo que ele lhe deu.
Além disso, Diana fará coisas para mostrar a Hugh o quanto o admira, como desenhar retratos dos dois juntos. E esse elemento de Pragmata está provocando respostas emocionais em muitas pessoas que jogam.

Ou seja, alguns até estão acreditando que Pragmata foi projetado para promover a família em um esforço para conter a queda nas taxas de natalidade, particularmente no Japão. Afinal, a relação pai e filha despertaria nos jogadores os mesmos impulsos.
Outros até levantaram o debate sobre para onde o foco na amizade entre os personagens levará. Alguns jogadores destacaram que isso pode fazer as pessoas dependam de IA, porque Diana é um robô, dando aos jogadores a impressão de que um relacionamento com uma criança humana pode ser simulado por um programa virtual.

Evidente que há quem defenda que é exatamente o oposto, com o título reforçando a diferença entre um programa de IA sem alma disfarçado de pessoa e uma criança humana que ama e precisa de um pai. Aqui a “necessidade” é o componente chave, já que uma IA nunca precisará do humano, enquanto um filho (ou filha) dos pais.
Para os interessados, o título está disponível por R$ 211,99 (versão base) e R$ 244,99 (versão deluxe) pela Nuuvem.
Fonte: Geeks and Gamers.