A espera não parece próxima de terminar: apesar de The Elder Scrolls VI estar em desenvolvimento ativo na Bethesda Game Studios desde 2023, após o lançamento de Starfield, e sendo construído na Creation Engine 3, o jogo não tem data oficial para lançar.
Documentos e declarações de executivos apontam uma janela de lançamento entre o final de 2027 e 2028, inicialmente para PC e Xbox Series X|S.
Contudo, para animar os fãs, Todd Howard, produtor executivo, descreve o projeto como um simulador de mundo de fantasia definitivo.
O que 15 anos de espera revelam sobre The Elder Scrolls VI
Skyrim ultrapassou 60 milhões de unidades vendidas em 2023. Desde então, a Bethesda lançou Fallout 4, Fallout 76 e Starfield.
O anúncio de The Elder Scrolls VI ocorreu na E3 2018, quando Howard revelou o projeto ao lado de Starfield para acalmar preocupações sobre o abandono de jogos single player. Ele reconheceu depois que o anúncio foi prematuro, mas necessário naquele contexto.
O teaser da E3 2018 continua sendo o único material oficial exibido. O estúdio adota ciclos de marketing mais curtos e, em março de 2026, Howard brincou que nunca tinha ouvido falar do jogo.
Pete Hines, chefe de publicações na época, confirmou que o título deixou a pré-produção em 2023. Em março de 2024, builds internas já estavam em testes. Jez Corden, do Windows Central, reportou em julho de 2025 que o jogo estava em estado bastante jogável.
Phil Spencer, então CEO de Jogos da Microsoft, estimou em setembro de 2023 que o lançamento estava a pelo menos 5 anos de distância, uma projeção aproximada que se alinha com o intervalo entre o final de 2027 e 2028.
Plataformas e o novo cenário de exclusividades
Durante a análise regulatória da aquisição da Activision Blizzard, a Microsoft afirmou que o jogo poderia ser lançado apenas para PC e Xbox Series X|S. O cenário mudou desde a chegada de Asha Sharma ao comando da divisão de jogos.
A empresa adotou uma estratégia multiplataforma, e Skyrim vendeu entre 10 e 11 milhões de unidades no ecossistema PlayStation, tornando improvável a exclusão dos consoles da Sony. Uma exclusividade temporária, no entanto, permanece como possibilidade.
A aposta no simulador de fantasia definitivo
Conforme mencionado acima, Todd Howard declarou em entrevista à GQ, em 2023, que o estúdio quer que The Elder Scrolls VI ocupe o papel de simulador de mundo de fantasia definitivo.
Ele descreveu o projeto como um retorno à fórmula clássica de RPG de mundo aberto da Bethesda, comparando diretamente a Oblivion e Skyrim, em vez dos experimentos como por Starfield e Fallout 76.
O relato de fevereiro de 2025 do informante eXtas1s, alinhado a vazamentos anteriores, detalhou sistemas em desenvolvimento que incluem combate naval com construção de navios inspirada em Starfield, exploração subaquática e marítima com ilhas costeiras, e construção de fortalezas, vilas e assentamentos.
O escopo urbano prevê de 12 a 13 grandes cidades, além do retorno de dragões com sistemas de progressão e combate reformulados, abordagem mais flexível para criação de personagens e foco em tempos de carregamento reduzidos.
Hammerfell e High Rock no centro das evidências
O consenso entre analistas e a comunidade aponta Hammerfell e High Rock, províncias que contornam a Baía Ilíaca, como o cenário mais provável.
O teaser de 2018 exibe uma costa similar com Hammerfell, e um esboço oculto no trailer de revelação de Starfield na E3 2021 delineou as fronteiras de ambas as regiões.
As duas províncias não recebem uma abordagem moderna desde The Elder Scrolls II: Daggerfall, de 1996.
Hammerfell, terra dos Redguards, rompeu com o Império ao assinar uma paz separada com o Aldmeri Dominion. High Rock abriga reinos Bretões em disputa e a Torre Direnni, ponto estratégico no conflito contra os Thalmor. Uma teoria alternativa menciona Akavir, continente a leste de Tamriel, mas faltam evidências concretas.

A trama frustrada de Kurt Kuhlmann e o destino dos Thalmor
Kurt Kuhlmann, codesigner líder de Skyrim e loremaster da Bethesda por duas décadas, revelou em entrevista à PC Gamer, em janeiro de 2026, que a produção de The Elder Scrolls VI estava programada para começar em 2015, logo após Fallout 4.
O estúdio redirecionou esforços para Fallout 76 e Starfield. Howard havia prometido a Kuhlmann a liderança de design do projeto, mas outra pessoa foi escolhida mais de uma década depois, motivando sua saída em 2023.
Kuhlmann descreveu uma direção narrativa estruturada como O Império Contra-Ataca, na qual os Thalmor triunfariam. O jogador poderia salvar o dia em pequenas ações, mas o desfecho mostraria os Thalmor em marcha, subvertendo a fórmula do herói que resolve tudo e preparando The Elder Scrolls VII.
O próprio designer reconheceu a inviabilidade prática de um final em aberto para uma franquia com intervalos superiores a dez anos entre títulos e duvidou que a Bethesda aprovasse um final negativo. Não se sabe se a versão atual mantém algum resquício dessa abordagem.
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Criação técnica e o futuro da Creation Engine
O jogo roda sobre a Creation Engine 3, uma engine da própria empresa desenvolvida especificamente para este projeto.
Howard confirmou em fevereiro de 2026 que o estúdio passou anos aprimorando o motor em vez de migrar para a Unreal Engine 5, adotada em Oblivion Remastered. A manutenção da tecnologia interna preserva o suporte robusto a mods, um pilar do sucesso de Skyrim.
Foi confirmado que a base técnica vem da Creation Engine 2, usada em Starfield. Howard afirmou estar satisfeito com os avanços na renderização, embora as especificações técnicas completas não tenham sido publicadas. O suporte a mods seguirá o padrão de títulos anteriores.
Todd Howard admite que The Elder Scrolls 6 foi revelado antes do momento na E3 2018
Se tem uma coisa que praticamente todos os fãs sabem, e que já foi comentado nesta (longa) publicação, é que The Elder Scrolls 6 foi apresentado ao público pela primeira vez em 2018, durante a E3, por meio de um teaser de poucos segundos.
Quase uma década depois, como pode ser observado em todas as novidades que trouxemos, o título ainda permanece sem data de lançamento e com poucas informações oficiais.

O anúncio precoce e a consciência do estúdio
Durante a conversa com a mídia internacional sobre este assunto, Howard fez uma brincadeira sobre a longa espera dos fãs.
Em tom bem-humorado, Tom Howard disse que “bastaria fingir que o jogo não foi anunciado, que ele não existe e que ninguém ouviu nada a respeito”.
A declaração, feita em tom de piada, sinaliza que o estúdio compreende o desgaste gerado por um ciclo de expectativa tão extenso.
O executivo explicou que, em determinadas situações, comunicar o público antecipadamente se torna necessário por questões comerciais e estratégicas.
Se pudesse escolher, no entanto, diminuiria ao máximo o intervalo entre o momento em que alguém ouve falar de um título e a hora de jogá-lo. Segundo o executivo, o ideal seria que esses dois momentos ocorressem simultaneamente.
O peso do portfólio e a pressão da comunidade
A revelação simultânea de Fallout 76, Starfield e The Elder Scrolls 6 atendeu a uma demanda direta da audiência.
Howard afirma que, ao anunciar projetos novos, o estúdio se viu diante de questionamentos constantes sobre o futuro da série e sobre a existência de um novo jogo solo.
A decisão de incluir o teaser do sexto capítulo da franquia na mesma ocasião serviu para sinalizar que o projeto estava no horizonte da empresa.
O equilíbrio entre tantos projetos ativos representa um desafio constante para a equipe. Nas palavras do figurão, o volume de trabalho atual exigiria uma equipe 10x (vezes) maior.
A Bethesda trabalha simultaneamente em múltiplas ideias, e encontrar o momento certo para compartilhar novidades com o público continua sendo parte da dificuldade.

Um teaser que sustentou quase oito anos de expectativa
O trailer de 2018, embora extremamente curto, cumpriu um papel sólido na comunidade de jogadores.
Ainda que o anúncio possa ter ocorrido antes do ponto ideal na visão do próprio diretor, a ausência daquele vídeo teria resultado em muitos anos de pedidos insistentes dos fãs por qualquer sinal de vida do projeto.
O teaser, nesse sentido, funcionou como uma confirmação de que a série não havia sido abandonada pelo estúdio.
A franquia The Elder Scrolls segue como uma das mais influentes quando o assunto é RPG ocidental e qualquer movimentação em torno de seu próximo título gera impacto imediato em fóruns, redes sociais e sites especializados.
A entrevista de Howard mantém a conversa ativa, mesmo sem informações novas sobre mecânicas, ambientação ou janela de lançamento.
O contraste com Oblivion Remastered
Howard ainda mencionou Oblivion Remastered como exemplo do tipo de cronograma que prefere adotar: um ciclo curto entre o anúncio e a disponibilização do produto final.
O relançamento do quarto capítulo da série chegou ao mercado com um intervalo de comunicação mais enxuto, alinhado ao que o executivo considera o formato ideal de apresentação de um projeto ao consumidor.
A declaração do chefe do estúdio acontece em um momento no qual a indústria de jogos discute com mais frequência os efeitos de anúncios feitos com anos de antecedência.
Para finalizar, ressaltamos que a prática, comum na geração anterior de consoles, passou a ser questionada diante de ciclos de desenvolvimento cada vez mais longos e de cancelamentos repentinos que frustram comunidades inteiras de jogadores.
E aí? Acha que estará vivo até jogar a sequência de Skyrim? Compartilhe as suas expectativas e continue acompanhando o Adrenaline!
Fonte: WCCFtech | GamesRadar+