Samsung diminui produção de RAM para aumentar lucros e manter memórias caras

A Samsung e a SK Hynix confirmaram que a escassez de DRAM não deve ser resolvida antes do primeiro semestre de 2027. As duas gigantes, que controlam cerca de 70% do mercado global, alertaram investidores que a oferta continuará restrita por anos.

As duas empresas estão priorizando a rentabilidade a longo prazo em vez de tentar inundar o mercado com novos chips para baixar os custos para os consumidores. E, para quem esperava um alívio nos preços, trata-se de uma péssima notícia.

De uma perspectiva comercial, no entanto, é preciso entender o lado das empresas. Não faz sentido elas investirem pesado em novas fábricas e aumentar a produção se, num curto prazo, a demanda irá reduzir e elas terão novos gastos para reduzir a produção (sem contar eventuais demissões).

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70% da demanda

Créditos: TechPowerUp.

Segundo fontes do site sul-coreano Hankyung, a Samsung está conseguindo atender apenas cerca de 70% dos pedidos atuais. Para piorar, a empresa começou a recusar contratos de longo prazo com grandes clientes.

A estratégia é clara: as duas empresas não querem estabilizar os preços nos valores atuais, já que apostam (e preveem) que o valor do componente vai disparar ainda mais no futuro próximo. Em uma reunião recente com investidores, a Samsung explicou a estratégia que planeja seguir.

E, em vez de expandir rapidamente as instalações, o plano é seguir uma estratégia de manutenção da rentabilidade a longo prazo. Ou seja, o objetivo é “minimizar o risco de excesso de oferta através de uma estratégia de despesas de capital”.

Para a SK Hynix, o cenário não é muito diferente. A empresa afirmou que, mesmo investindo cerca de 30% de suas vendas em novas fábricas em 2026 para a nova geração de 10nm, é “difícil resolver a falta de oferta” a curto prazo.

Preços subindo

Créditos: Gemini/Reprodução.

Não é de hoje que os preços das memórias estão subindo. Em outubro, os valores das memórias tinham subido 50%, em novembro, dobrado, com os módulos de 16 e 32 GB atingindo recorde histórico. E os preços das memórias não são os únicos inconvenientes causados pela rápida expansão da IA.

O Vale do Silício, por exemplo, chegou a enfrentar escassez de energia que deixou megacentros de dados inutilizados.

No final do mês passado, a Samsung iniciou a produção de memórias GDDR7 em larga escala. O que pode ajudar a estabilizar os preços, mas claramente eles continuarão estáveis num patamar mais alto.

No Brasil, os preços podem ser sentidos. Há um mês atrás, uma Kingston Fury Renegade XMP com 16GB e 7600MT/s saía por R$ 838,99. Hoje sai por R$ 906,99. E outros kits que noticiamos na comparação estão esgotados

Fonte: Hankyung, via WCCFTECH.

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