Depois dos aumentos consideráveis de preço dos portáteis Legion Go 2, era de se esperar que a Lenovo também tornasse mais caros os Legion Go S. Agora o ajuste veio, e mesmo com a expectativa de que aconteceriam, os novos valores ainda devem surpreender muitos consumidores.
O Legion Go S mais potente, equipado com Ryzen Z1 Extreme, 32GB de RAM e 1TB de armazenamento foi lançado por US$ 900, mas agora o novo preço levou o dispositivo para incríveis US$ 1.580 com o SteamOS, ou até para US$ 1.680 com Windows, quase o dobro do preço inicial.
Esses preços aparecem listados na Best Buy, onde a versão com Windows do portátil Lenovo se encontra em promoção, saindo por US$ 1.050 – um valor ainda bem maior do que o seu preço de lançamento.
O Legion Go S de entrada, por sua vez, tem 16GB de RAM, 512GB de armazenamento e usa o Ryzen Z2 Go como processador. Esse modelo chegou custando US$ 650, mas agora aparece na Best Buy por US$ 990, com SteamOS. No site da Lenovo a situação piora, com apenas essa versão do portátil sendo listada, por US$ 1.050.

Até onde a crise de memórias justifica aumentos de preços?
A escassez atual de componentes de memória tem resultado em um grande aumento de preço nesses produtos. A situação é de amplo conhecimento do público, o que tem deixado empresas confortáveis para reajustar os preços de seus dispositivos neste ano.
No entanto, aumentos impressionantes como no caso do Legion Go S têm inspirado questionamentos em alguns dos usuários, que acusam companhias de “aproveitarem” a crise para ampliar suas margens de lucro em produtos já lançados com reajustes além do necessário.
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O incremento recente no valor do PS5, por exemplo, também foi alvo de questionamentos do tipo. Analistas, no entanto, levantam a possibilidade de que algumas empresas preferem fazer esses saltos nos valores para comportar aumentos futuros no preço das memórias, além de conseguir uma margem maior para “descontos” em promoções eventuais.
Via: TechPowerUp