O canal de testes do YouTube NJ Tech mostrou que usuários de GPUs de 4 GB não foram totalmente excluídos do recente hack de VRAM da Valve. Para contexto, no início de abril, um hack de VRAM revolucionário, criado por Natalie Vock, da Valve, para jogadores de Linux, passou a permitir a priorização de jogos em execução.
Ele corrige problemas antigos em que tarefas de jogos são removidas da VRAM para liberar espaço para tarefas em segundo plano de baixa prioridade quando a VRAM está acabando.
Além da utilidade óbvia para usuários Linux, o hack provavelmente tem algum uso para o Steam OS.
O anúncio focou em GPUs de 8 GB. E isso é compreensível, pois a maioria dos jogos modernos exige muito poder gráfico, necessitando de pelo menos essa quantidade de VRAM para jogos com alta fidelidade visual.
No entanto, isso deixou os usuários de GPUs de 4 GB sem saber o que fazer. Na época, as opções pareciam ser: 1) fazer um upgrade, 2) continuar jogando jogos mais antigos, 3) continuar usando gráficos mais baixos ou 4) continuar lidando com as falhas visuais.
Evidente que a primeira opção é a mais difícil frente aos altos preços que os componentes estão tendo. Já a segunda e a terceira não são, necessariamente, ruins e a quarta sinaliza que o hardware realmente precise de uma melhoria (numa péssima hora).
Felizmente, o canal de tecnologia para jogos do YouTube, NJ Tech, demonstrou, por meio de extensos testes com alguns títulos recentes, que as opções não são exaustivas. O hack de VRAM oferece alguma melhoria em jogos com GPUs de 4 GB, pelo menos em termos de FPS em certos jogos com configurações gráficas baixas.
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Direto aos testes
A configuração de teste consistia em uma Radeon RX 6500 XT de 4 GB rodando CatchOS, combinada com 16 GB de RAM DDR4 e um Ryzen 5 5600X com cooler padrão. O canal testou vários títulos recentes com configurações gráficas de baixas a médias, obtendo resultados variados.
Alan Wake II (R$ 225,00 na Nuuvem) apresentou a maior melhoria, com a taxa de quadros média quase triplicando, de 14 FPS para 41 FPS, enquanto os 1% mínimos aumentaram significativamente de 12 FPS para 28 FPS.
Outros dois títulos, Resident Evil: Requiem (R$ 244,99 na Nuuvem) e Silent Hill f (R$ 139,99 na Nuuvem), mostraram melhorias mais modestas. E, infelizmente, outros títulos apresentaram pouca ou nenhuma melhoria.
| Jogo | Configurações | FPS Médio: Sem Patch | FPS Médio: Com Patch | FPS 1% Low: Sem Patch | FPS 1% Low: Com Patch |
|---|---|---|---|---|---|
| Alan Wake II | 1080p Baixo, FSR Qualidade | 14 | 41 | 12 | 28 |
| Resident Evil: Requiem | 1080p Mínimo, Escala Máxima | 67 | 68 | 36 | 56 |
| Silent Hill f | 1080p Baixo, TAA | 47 | 50 | 34 | 35 |
| Hogwarts Legacy | 1080p Médio, TAA Alto | 60 | 61 | 45 | 47 |
| Death Stranding 2 | 1080p Baixo, PICO Nativo | 34 | 34 | 28 | 28 |
| Cyberpunk 2077 | 1080p Baixo, Textura Alta, Sem Upscale | 49 | 49 | 40 | 40 |
Os resultados mostraram que o hack de VRAM da Valve pode oferecer alguns benefícios para GPUs de 4 GB em certos cenários. E, claro, para saber do desempenho em maios jogos, é preciso que mais testes sejam realizados.
Por fim, é importante ressaltar que o hack não reduz o uso de VRAM do jogo; ele apenas o otimiza, garantindo que o jogo tenha acesso prioritário.
Isso significa que, se o jogador executar um título que exige pelo menos 6 GB de VRAM em uma GPU com 4 GB de VRAM, o jogo não precisa competir com processos do sistema em segundo plano pelos 4 GB de memória disponíveis. No entanto, os 2 GB restantes ainda serão utilizados na RAM do sistema.
Fonte: NJ Tech.