Aproveitando os investimentos exacerbados que a indústria da tecnologia tem feito no mercado de memórias para a infraestrutura da IA generativa, as gigantes do segmento deram largada na corrida pela produção de módulos DDR6. Samsung, SK hynix e Micron já começaram seus contratos com fabricantes de substratos para ver quem oferece os primeiros componentes comerciais da tecnologia.
A informação vem do jornal sul-coreano The Elec. Segundo a reportagem, as três principais fabricantes de memórias deram início ao desenvolvimento conjunto com suas fornecedoras de substratos para módulos DDR6. Esse tipo de movimento geralmente acontece mais de dois anos antes da disponibilidade comercial de novos componentes.
Isso significa que as empresas estão competindo para oferecer as primeiras memórias DDR6 entre 2028 e 2029. Com o apetite da indústria da IA ainda não saciado, as empresas buscam oferecer componentes com maior capacidade e performance para atender os clientes.
Segmento doméstico ainda demora pra chegar ao DDR6
Historicamente, novas gerações de componentes de tecnologia chegam primeiro ao mercado profissional para somente depois, gradativamente, começarem a aparecer em produtos domésticos para PCs.
Assim, seria de se esperar um ano ou dois de disponibilidade industrial de módulos DDR6 antes deles aparecerem nas prateleiras para consumidores. Isso colocaria uma estimativa entre 2030 e 2031 para as primeiras memórias.

Ainda é possível que a timeline se mantenha, mas se a situação atual da obsessão da indústria por IA chegar até esses anos – e temos previsões de que pode chegar – há de se perguntar quanto vão custar os primeiros módulos DDR6.
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A geração DDR5 estava chegando ao status de amplamente adotada quando veio o boom da IA generativa. Agora muitos usuários estão ficando ou voltando ao DDR4, enquanto empresas vão passar a oferecer versões limitadas do DDR5.
Se o cenário não apresentar grandes mudanças até a estreia do DDR6, pode ser que Samsung, SK hynix e Micron tenham ainda menos pressa de oferecer produtos domésticos com a tecnologia.
Via: WCCFTech