Desde que a geração PlayStation 4 e Xbox One chegou às lojas, é de conhecimento comum que consoles de mesa estão cada vez mais próximos de PCs convencionais. Para entender o que isso significa, a Digital Foundry decidiu testar o desempenho em jogos que o PlayStation 5 (PS5) oferece quando o sistema operacional Linux é instalado.
Criada pelo pesquisador de segurança Andy Nguyen, a versão do sistema adaptada para o console da Sony pode ser instalada a partir de um exploit conhecido pelo público. No entanto, para ele funcionar, é preciso que o usuário interessado na modificação tenha um aparelho com o firmware 4.5, ou inferior.
Além disso, a versão atual do PS5 Linux sofre com a limitação de não poder ser usada em resoluções para além do 1080p — o que faz com que o sinal de vídeo desapareça. Mesmo assim, o Digital Foundry conseguiu fazer o aparelho rodar jogos para PC usando a camada de compatibilidade Proton, obtendo resultados surpreendentes.
PS5 Linux roda jogos de PC tão bem quanto ports nativos do console
Usando como base títulos como Black Myth Wukong, o veículo descobriu que o PS5 Linux roda o jogo tão bem quanto a versão nativa do jogo para o console. Enquanto o desempenho da versão para PC é mais suscetível ao consumo de RAM, ela se equipara aos visuais e performance do jogo rodando nativamente no hardware em 99,9% do tempo.

Já em Crimson Desert, a Digital Foundryu enfrentou alguns problemas na renderização do céu, que podem estar ligadas a limitações de CPU. No entanto, em geral o título tem um desempenho 98,9% semelhante ao que a versão base do hardware conseguiria oferecer rodando a versão nativa.
Em compensação, as diferenças do PS5 Linux em Pragmata foram mais perceptíveis. Enquanto a versão nativa do jogo para o console roda a 60 quadros estáveis no modo desempenho, aquela baseada no Proton costuma ter quedas perceptíveis, principalmente a partir de sua segunda fase — o que parece estar ligado a restrições de RAM.

O Digital Foundry afirma que ficou surpreso com os resultados, especialmente em jogos third party. No entanto, ele acredita que não espera que o mesmo aconteça com os jogos first party da Sony. Isso porque, no PC, eles costumam exigir GPUs mais poderosas do que a presente no console para entregar desempenhos semelhantes ao dele.
Fonte: Digital Foundry