Ubisoft explica como funciona o sistema de clima dinâmico em Assassin’s Creed Shadows

A Ubisoft iniciou uma série de vídeos de bastidores dedicada à Anvil Engine, motor gráfico que serve como base para a franquia Assassin’s Creed. O primeiro episódio apresenta o Atmos, sistema de simulação meteorológica baseado em física que estreou em Assassin’s Creed Shadows.

O Atmos opera como uma simulação de fluidos em tempo real que aciona simultaneamente diversos sistemas interconectados dentro do jogo.

A mecânica central parte do vento, cujos dados alimentam a formação de nuvens, a ocorrência de precipitação e todos os demais fenômenos atmosféricos.

A equipe de desenvolvimento também criou um sistema de partículas de borrifo que reage dinamicamente ao vento e colide com o ambiente, transportando elementos como gotículas de chuva de forma fisicamente coerente.

A característica técnica que a Ubisoft enfatiza é o compartilhamento universal dos dados de vento entre os diferentes componentes do jogo.

Chuva, vestimentas dos personagens, cabelos, vegetação, efeitos sonoros e iluminação respondem todos à mesma base de simulação, eliminando comportamentos desconexos entre essas camadas visuais e sonoras.

Como o Atmos altera a experiência do jogador dentro do mundo aberto

A simulação climática não se restringe ao aspecto visual. Personagens não jogáveis (NPCs), animais e multidões reagem às mudanças do tempo conforme elas ocorrem, e as próprias possibilidades de jogabilidade são afetadas pelo estado meteorológico corrente.

A transição entre diferentes condições atmosféricas acontece sem qualquer interrupção ou tela de carregamento, característica que os desenvolvedores apontam como inédita na série Assassin’s Creed.

A Ubisoft relatou que o retorno da comunidade de jogadores indicou uma mudança de comportamento relevante: muitos passaram a evitar o uso da viagem rápida pelo mapa.

O motivo apontado para evitar a viagem rápida foi o receio de perder as transições climáticas que acontecem durante os deslocamentos a pé ou a cavalo pelo cenário.

A equipe compara a atuação do Atmos à de um maestro. O sistema não controla diretamente cada elemento individual, mas rege o conjunto (chuva, luz, som, partículas) para que tudo opere sob a mesma orientação.

O vento que empurra a chuva contra as roupas também movimenta os tecidos e despenteia os fios de cabelo, tudo orquestrado pelos mesmos parâmetros de simulação.

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O episódio de estreia termina com uma sinalização de que este é apenas o começo, e que a Anvil continuará expandindo os limites da imersão e do design de mundo aberto.

A decisão de lançar essa série de vídeos técnicos neste momento específico desperta atenção. Assassin’s Creed Shadows já completou seu ciclo principal de lançamento, e a Ubisoft confirmou que não há conteúdos adicionais planejados após a expansão Claws of Awaji.

Uma hipótese levantada por analistas da indústria é que a iniciativa esteja relacionada ao remake Assassin’s Creed IV: Black Flag Resynced.

O projeto utilizaria a versão mais atual da Anvil Engine e, por consequência, incorporaria todas as funcionalidades explicadas nesta matéria, incluindo o Atmos.

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Fonte: WCCFtech

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