Windows 11 ganha força e já domina quase 75% do mercado; Windows 10 perde espaço

O Windows 11 alcançou um novo recorde de adoção global e já está presente em 72,78% dos desktops no mundo, segundo dados atualizados do StatCounter referentes a fevereiro de 2026.

O valor é deveras expressivo em relação ao fim de 2025, quando o sistema ainda orbitava pouco acima dos 50%. Ao mesmo tempo, o Windows 10 recuou para 26,27%, acelerando uma transição que vinha se desenhando desde o anúncio do encerramento do suporte oficial.

A mudança acontece cerca de cinco meses após a Microsoft confirmar o fim das atualizações de segurança para o Windows 10, movimento que acelerou decisões corporativas e domésticas.

O que por anos foi resistência agora se converte em substituição em larga escala.

Reprodução/StatCounter

Crescimento acelerado após anúncio do fim do suporte

Lançado em outubro de 2021, logo após a pandemia, o Windows 11 levou tempo para ultrapassar seu antecessor. Durante quase três anos, a base do Windows 10 permaneceu dominante, sustentada por compatibilidade ampla e menor exigência de hardware.

A virada começou a se consolidar somente quando a Microsoft formalizou o cronograma de encerramento do suporte. Organizações que dependem de atualizações regulares de segurança passaram a priorizar a migração para manter conformidade e reduzir exposição a vulnerabilidades.

No ambiente doméstico, o efeito foi semelhante: a perspectiva de ficar sem patches críticos pesou na decisão de atualização.

Hoje, os números indicam que quase três em cada quatro PCs com Windows já operam com a versão mais recente. O Windows 7 aparece com 0,61%, seguido por Windows XP (0,19%), Windows 8.1 (0,09%) e Windows 8 (0,04%), participações residuais que evidenciam o fim de uma era para versões antigas do sistema.

Requisitos técnicos e resistência inicial

Um dos principais entraves à adoção do Windows 11 foi a exigência de TPM 2.0, processadores compatíveis e outros requisitos de segurança que deixaram milhões de computadores fora da lista oficial de atualização. Muitos usuários optaram por permanecer no Windows 10 enquanto ele recebia suporte ativo.

Além disso, a obrigatoriedade de conta Microsoft durante a configuração inicial gerou críticas, especialmente entre usuários que preferem ambientes locais ou maior autonomia sobre seus dados.

Apesar disso, a empresa manteve a estratégia. Em comunicados públicos ao longo de 2025, executivos da companhia argumentaram que os novos requisitos visam elevar o padrão de segurança do ecossistema.

Em uma dessas manifestações, a empresa de Mountain View afirmou que “os critérios de hardware foram definidos para sustentar um ambiente mais resiliente a ataques modernos e proteger dados em escala global”, defendendo que a mudança representa um avanço estrutural na arquitetura do Windows.

Captura do Paint no Windows 11
Reprodução/Mirosoft

Atualizações problemáticas e desafios recentes

A trajetória de crescimento não ocorreu sem ruídos. Nos últimos meses, o Windows 11 enfrentou episódios de atualizações com falhas que impactaram parte dos usuários.

Entre os problemas relatados estiveram quedas de desempenho em jogos com GPUs NVIDIA, solicitações inesperadas de recuperação do BitLocker, falhas no Ambiente de Recuperação do Windows e, em casos isolados, dificuldades de inicialização após updates de segurança.

Sem falar na quantidade massiva de reclamações sobre privacidade e uso de ferramentas de inteligência artificial não desejadas, de acordo com grande parte da comunidade

Diante da repercussão, a Microsoft declarou no início de 2026 que pretende revisar seus processos de testes e melhorar a estabilidade das atualizações cumulativas.

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Migração por escolha ou por necessidade?

O crescimento do Windows 11 levanta uma pergunta inquieta: trata-se de uma preferência genuína ou de uma transição forçada pelo calendário de suporte?

Parte dos usuários migrou ao adquirir novos computadores, já que máquinas recentes vêm com o sistema pré-instalado. Outra parcela realizou upgrade para manter compatibilidade com softwares atualizados e políticas corporativas.

Há ainda um movimento paralelo: alguns antigos usuários do Windows 10 optaram por macOS ou distribuições Linux, especialmente diante das exigências técnicas e da integração cada vez maior de serviços online ao sistema operacional da Microsoft.

O avanço do Linux em levantamentos como o Steam Hardware Survey indica que uma fatia do público busca alternativas, embora ainda represente participação modesta frente ao domínio do Windows no desktop.

Fonte(s): StatCounter

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