O Rhea1, processador de alto desempenho para uso profissional da Europa, enfim alcançou sua fase de tape out. Isso significa que seu design está finalizado e a fabricação começa em breve, mas ainda assim a estimativa de lançamento foi passada para 2026.
A CPU está em desenvolvimento pelo projeto EPI (European Processor Initiative), e foi primeiro anunciado em 2020. A SiPearl é a empresa liderando o desenvolvimento, e num primeiro momento prometeu o Rhea1 para 2023. Com o tape out acontecendo somente agora, esses atrasos devem impactar na capacidade do Rhea1 de competir.
Rhea1 será feito no processo de 6nm da TSMC
Parte dos atrasos no processador HPC europeu aconteceu devido a indecisões do time. Segundo o TechPowerUp, a equipe considerou diferentes contagens de núcleos, por exemplo, indo de 72, para 64 e depois finalmente decidindo por 80.
No fim das contas, o Rhea1 será feito com 80 núcleos Neoverse V1, baseados em ARM e fabricados no processo N6 da TSMC, de 6nm. Ele acompanha 64GB de memória HBM2E e uma interface DDR5.

Ou seja, são tecnologias consideradas defasada quando falamos em computação de ponta. Num primeiro momento o Rhea1 foi planejado como um processador que traria tudo de mais avançado, mas seus atrasos rapidamente defasaram o produto num segmento que evolui a passos largos.
Processador continua central para o EPI
Apesar dos atrasos, o Rhea1 ainda é um primeiro passo importantíssimo para o EPI. O processador será usado no supercomputador Jupiter, conforme o planejado.
O Jupiter foi feito para usar os Rhea1, mas no momento já funciona com aceleradores Grace Hopper da NVIDIA, estando 80% operacional. Seu design modular vai permitir a chegada “atrasada” das CPUs, aproveitando a primeira geração do processador HPC europeu.
Leia mais:
- Governo dos EUA, NVIDIA e Dell anunciam novo supercomputador Doudna
- TSMC abre seu primeiro centro para design de chips na Europa
- Nova tecnologia permite expandir memória de GPUs com SSDs para uso para IA e HPC
Ao mesmo tempo, uma vez que o design da primeira geração Rhea foi finalizado, o EPI e a SiPearl já podem focar no Rhea2. Se a nova versão do componente seguir sem atrasos, é possível que consiga uma estreia mais alinhada com as tecnologias de ponta atualizadas.