A fabricante japonesa de semicondutores Rapidus mostra que sua ambição vai além de se tornar uma competidora de peso para a TSMC, mas alcança também possíveis inovações que ainda não vimos na indústria. Em declarações recentes, o CEO da empresa tem comentado sobre a possibilidade de fabricar chips na Lua.
Atsuyoshi Koike acredita nas vantagens de levar fábricas de semicondutores ao satélite natural da terra. Segundo ele, existe a possibilidade que a baixa gravidade e falta de atmosfera da Lua possam simplificar algumas das etapas envolvidas na fabricação de chips. Mas é necessário se certificar que essa “simplificação” compense a complexidade de levar o maquinário para lá.
A fé do chefe da Rapidus no que poderia ser uma revolução na fabricação de chips é tão grande que ele afirma que poderíamos ver as primeiras fábricas na Lua logo em 2040. Isso se os problemas óbvios de construção e fornecimento de energia forem resolvidos até lá.
A ideia pode parecer inusitada, mas Koike não está sozinho. O programa Artemis, da NASA, por exemplo, visa voltar a explorar a Lua e eventualmente estabelecer até uma base no satélite. Outras iniciativas já acontecem ao redor do mundo e podem criar a infraestrutura para uma fábrica automatizada de semicondutores.
Na Terra, Rapidus quer apostar na velocidade para competir
Fazendo justiça ao seu nome, a Rapidus espera que a velocidade de produção seja seu grande diferencial em relação à TSMC. Em um mercado amplamente dominado pela fabricante taiwanesa, empresas ficam cada vez mais sem alternativa para competir na qualidade de chips avançados.

É por isso que a companhia japonesa quer processar wafers individualmente e reduzir a duração de ciclos para clientes dispostos a pagar por encomendas mais rápidas. Se o custo x benefício será atrativo aos clientes, só saberemos quando começar a produção em larga escala.
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Falando nos clientes, Koike acredita ainda que a Rapidus está posicionada para se dar bem onde outras empresas semelhantes no Japão falharam porque seu desenvolvimento já é feito com mais abertura. A companhia não quer se fechar apenas para o mercado local e repetir erros passados do segmento no país.
Via: TechSpot