Produção do Nintendo Switch 2 pode ser reduzida em 30%

Embora o Nintendo Switch 2 ainda esteja à frente de seu sucessor na quantidade de unidades vendidas dado o tempo que está no mercado, ele pode ter sua produção reduzida. Segundo a Bloomberg, a companhia japonesa pretende cortar em 30% sua capacidade de fabricação no trimestre fiscal atual.

Com isso, em vez de produzir 6 milhões de unidades do aparelho, ela vai trazer às lojas um total de 4 milhões de unidades. A decisão é um reflexo de uma demanda abaixo do esperado pelo aparelho que, após uma estreia marcada por uma quantidade generosa de vendas, vem diminuindo seu ritmo.

Segundo a Bloomberg, a decisão da Nintendo é afetada principalmente pelas realidades do mercado norte-americano. No Japão, o Switch 2 continua registrando números fortes e chegou a esgotar em alguns momentos — algo que não aconteceu nos demais locais em que foi disponibilizado.

Produção do Nintendo Switch 2 pode sofrer outras mudanças

As fontes consultadas pelo site afirmam que a companhia japonesa decidiu tomar a medida após as vendas de natal do Switch 2 se mostrarem somente 35% daquelas registradas pelo modelo anterior nos Estados Unidos. Elas também afirmam que a companhia ainda pode mudar de rumo, mas, para isso, deve haver um aumento na demanda pelo console.

Segundo a Bloomberg, embora jogos como Pokémon Pokopia tenham sido bem recebidos, eles não resultaram em aumentos consideráveis de vendas. No entanto, a Nintendo acredita que outros de seus softwares futuros podem fazer com que a procura pelo hardware cresça.

Imagem: Divulgação/Nintendo

Entre os elementos que ajudam a explicar porque o Switch 2 não esgotou nos Estados Unidos está o fato de que a Nintendo se preparou antecipadamente para oferecer uma quantidade generosa de unidades do aparelho. Essa é uma posição contrária à época de estreia do Switch, na qual ela agiu de maneiras bem cuidadosas após o Wii U se provar um fracasso de vendas.

O analista Amir Anvarzadeh explica que a decisão atual nada tem a ver com aumentos de custos de produção ligados a componentes como memória RAM e SSDs. Segundo ele, a questão que a empresa enfrenta é resultado de sua seleção de softwares, que simplesmente não conseguiram conquistar o público esperado até o momento.

Fonte: VGC, Bloomberg

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