A NVIDIA publicou um post em seu blog oficial para desmentir suspeitas de que suas GPUs possam conter backdoors, spyware ou kill switches (métodos de desativação remota). O texto é uma visível resposta aos questionamentos levantados pela China na semana passada, com o retorno das placas H20 ao país.
“Para mitigar o risco de mau uso (de GPUs), alguns políticos sugerem criar requisitos para ‘kill switches’ ou controles integrados que possam desabilitar remotamente as GPUs sem o conhecimento ou consentimento do usuário”, diz a NVIDIA em seu post. “Alguns suspeitam que eles já existem. GPUs da NVIDIA não têm e não deveria ter kill switches ou backdoors.”
A empresa argumenta que esses mecanismos criam vulnerabilidades em componentes de hardware, dizendo que as leis atuais determinam que companhias devem “corrigir vulnerabilidades, não criá-las”.
“Esse princípio ainda é válido. Não existe algo como uma ‘boa’ backdoor secreta – apenas vulnerabilidades perigosas que precisam ser eliminadas”, diz o texto.
NVIDIA recorre a “lições da história” para se defender
No post a NVIDIA cita o Clipper Chip, lançado em 1993 como um chipset de criptografia. Desenvolvido pela própria NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), o componente tinha um backdoor para autoridades do governo.
No fim, o chip se mostrou extremamente vulnerável devido a esse sistema, fora o fato que a existência do recurso acabava com sua credibilidade e interesse no uso.
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O que chama a atenção na inclusão desse exemplo é que o post no blog da NVIDIA não parece apenas uma resposta à China, mas também uma argumentação para autoridades locais. Em outro trecho a empresa diz:

“Segurança robusta é construída no princípio de ‘defesa aprofundada’: empilhar diferentes proteções para que nenhuma vulnerabilidade única possa comprometer ou desligar um sistema. Por décadas é assim que a NVIDIA e a indústria dos EUA têm promovido inovação enquanto protege usuários e faz crescer a economia. Esse não é o momento de se distanciar dessa fórmula vencedora.”