Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão

Fim de uma era (que nem chegou a começar direito): Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão!

A confirmação vem por meio do arquivamento do repositório oficial do projeto no GitHub, ocorrido em novembro de 2025, e da remoção de páginas relacionadas do site da empresa.

O anúncio da descontinuação foi feito pelo site internacional Phoronix, que monitora o desenvolvimento de drivers e software de código aberto.

O fim do Intel On Demand marca o abandono de uma iniciativa que gerou controvérsia desde seu início. A proposta permitia que clientes desbloqueassem funcionalidades já fisicamente presentes em processadores Xeon mediante pagamento extra, seja por ativação única ou por consumo medido.

Evento Intel encerra o programa Intel On Demand (antigo Software Defined Silicon).
Confirmação Repositório GitHub arquivado em 10 de novembro de 2025 e páginas web removidas.
O que era Modelo para ativar com pagamento extra recursos de hardware já presentes em chips Xeon.
Modelo de negócio Ativação única ou consumo medido de aceleradores específicos.
Reação do mercado Críticas generalizadas à ideia de pagar por hardware já instalado.
Situação atual Projeto arquivado, suporte no Linux parado e Intel não se pronunciou oficialmente.
Conclusão Iniciativa foi abandonada pela Intel de forma não oficial.

O que era o programa Intel On Demand?

Originalmente batizado de Software Defined Silicon (SDSi), o Intel On Demand foi concebido como uma forma de habilitar aceleradores específicos em certos modelos de Xeon.

Entre os recursos que poderiam ser liberados estavam tecnologias como o Intel QuickAssist Technology (QAT), o Intel Dynamic Load Balancer e o Intel Data Streaming Accelerator.

Ressaltamdo: a ideia do Intel On Demand era que o usuário pagasse para usar capacidades que já estavam no chip, mas inativas por padrão.

O modelo de negócios do Time Azul, no entanto, foi alvo de críticas constantes da comunidade de tecnologia e de potenciais clientes. A ideia de pagar para usar componentes já instalados no produto adquirido foi considerada pouco prática e recebida com resistência pelo mercado.

O fim do projeto e o silêncio da Intel

A movimentação que indica o fim do Intel On Demand foi observada primeiramente pelo editor do Phoronix, Michael Larabel.

Larabel notou a ausência de atualizações recentes para o suporte no Linux e, ao investigar, descobriu que o repositório de código no GitHub havia sido arquivado, tornando-o somente leitura a partir do fim do ano passado.

Além disso, a presença online da Intel sobre o tema foi drasticamente reduzida. As páginas principais dedicadas ao Intel On Demand foram retiradas do ar, restando apenas alguns documentos PDF antigos para consulta.

Até o momento, a Intel não emitiu nenhum comunicado oficial confirmando a descontinuação do programa.

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Intel abandona modelo pay-to-use do Software Defined Silicon após baixa adesão; conclusões

Os primeiros indícios do que seria o Intel On Demand surgiram em 2021. Na época, a mídia internacional reportou que a Intel preparava patches para o kernel Linux para dar suporte ao conceito de Software Defined Silicon.

O desenvolvimento seguiu adiante e a funcionalidade foi formalmente lançada com o novo nome, focando no mercado de servidores corporativos.

O arquivamento do projeto no GitHub, combinado com o silêncio da empresa nos últimos dois anos, serve como a confirmação mais concreta de que o Intel On Demand e o conceito de Software Defined Silicon foram definitivamente eliminados da rota de produtos da companhia.

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Fontes: Phoronix | VideoCardZ

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