Como parte de uma promoção para celebrar a chegada de 2026, o GOG usou um banner especial que foi gerado por inteligência artificial (IA) generativa. Após a decisão render à empresa diversas críticas em seus fóruns oficiais, um de seus funcionários veio a público para esclarecer que tudo não passou de um ‘acidente’.
O esclarecimento foi compartilhado pela empresa de forma limitada, e somente para quem faz parte de um Discord oficial oferecido para seus patronos. Nele, o funcionário identificado como Arthur Slay confirmou que a imagem foi gerada com a ajuda de “ferramentas de IA”, mas que nunca deveria ter sido usada oficialmente.
“Isso não deveria ter acontecido”, explicou o funcionário do GOG. “Falhamos em pelo menos dois níveis: no controle de qualidade do recurso que chegou à nossa página principal, e então em não reagir rapidamente quando percebemos o erro”, complementa a mensagem.
GOG está testando “novas tecnologias”
Ao mesmo tempo que reconheceu o fato de que, em geral, a comunidade do GOG não aprovou o uso de IA generativa, Slay não disse se a empresa vai voltar a usar a tecnologia. Segundo ele, a loja especializada em jogos para PC é marcada pelos experimentos constantes de diversas ferramentas.
“Alguns experimentos são bem-sucedidos, enquanto outros (como esse banner) não são”, explicou. “Explorar várias tecnologias nos dá o alcance de um time muito maior, então nunca precisamos nos contentar em fazer muito menos”. O funcionário também explicou que a intenção da empresa é usar ao máximo os recursos limitados que tem para poder se focar na preservação de games.

O GOG conquistou uma boa parte de sua fama atual ao trabalhar no relançamento de jogos antigos, que ou haviam desaparecido de lojas, ou tinham versões bastante problemáticas no PC. A loja também oferece todos os seus títulos sem qualquer DRM, permitindo que eles sejam instalados sem qualquer conexão com a internet.
No entanto, ao mexer com ferramentas de IA generativa, a loja tocou em um ponto que ainda é considerado delicado no mundo dos games. Além de muitos consumidores rejeitarem a tecnologia, diversos desenvolvedores também se dizem indispostos a trabalhar em projetos nos quais ela esteja envolvida.
Fonte: Kotaku