G.Skill vai pagar R$ 12 milhões em processo sobre especificações de RAM

Conhecida como uma fabricante de memórias RAM de alto desempenho e baixa latência, a G.Skill vai ter que pagar US$ 2,4 milhões (R$ 12,4 milhões) para dar fim a um processo judicial. A empresa foi acusada por vários consumidores de mentir sobre as especificações de pentes DDR4 e DDR5 vendidos entre janeiro de 2018 e janeiro de 2026.

O processo sequer prosseguiu nos tribunais, visto que a companhia decidiu propor rapidamente um acordo para encerrá-lo. Com isso, ao mesmo tempo em que vai ter que gastar uma soma milionária, a fabricante de hardware não vai ter que admitir publicamente qualquer espécie de dano ou má fé.

Imagem: Divulgação/G.Skill

Segundo o Tom’s Hardware, o acordo afeta “todos os indivíduos dos Estados Unidos que compraram um ou mais produtos de memória DRAM G.Skill DDR4 e DDR5 (que não são para laptops) com velocidades acima de 2133 MHz ou 4800 MHz”. Do valor acordado, US$ 295 mil vão ser destinados a custos administrativos, enquanto outros US$ 800 mil vão pagar por custos legais.

Consumidores prejudicados pela G.Skill devem receber somas mínimas

Dentro do valor acordado pela G.Skill, representantes de classe também devem ganhar cerca de US$ 5 mil cada por suas contribuições. Assim, deve sobrar pouco mais de US$ 1 milhão que vão ser divididos entre os consumidores que se consideram prejudicados pela empresa — e que devem registrar suas queixas até o dia 7 de abril deste ano.

Para estar apto à restituição, basta oferecer uma prova de compra nos casos em que um a cinco produtos da fabricante foram adquiridos. Já quem adquiriu uma quantidade maior deve fornecer mais provas de que eles foram comprados legalmente durante o período coberto.

G.Skill vai pagar R$ 12 milhões em processo sobre especificações de RAM
Imagem: Divulgação/G.Skill

A G.Skill e seus acusadores ainda podem recorrer da decisão, o que pode atrasar no início dos pagamentos. Eles devem começar somente 45 dias após as cortes dos Estados Unidos aprovarem o acordo final, bem como a soma que cada consumidores deve receber.

A fabricante afirma que não cometeu qualquer crime, e que sempre forneceu informações precisas sobre o desempenho de suas memórias RAM. Já os responsáveis pelo processo acreditam que a empresa deu a entender a entender que a frequência de seus produtos era a padrão, e que não era necessário fazer overclocks para tirar proveito máximo de seus componentes.

Fonte: PC Gamer

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