Fundador da Valve, Gabe Newell critica cultura de crescimento de startups

Um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo dos games, Gabe Newell tem sido muito bem-sucedido ao operar a Valve como uma empresa fechada. Em uma entrevista ao canal de Zalkar Saliev, ele explicou que isso foi possível graças ao foco que a empresa tem nos consumidores — e aproveitou para criticar a cultura de crescimento de startups no processo.

Em um trecho da conversa, que ainda não foi publicada na íntegra, Newell é questionado sobre qual conselho daria a uma empresa que deseja crescer. Segundo ele, o ideal é criar produtos que o público goste e queira consumir, não pensar em meios de agradar investidores que são atraídos por ideias mirabolantes.

 “Vejo muitas pessoas entrando em situações pensando que o que elas precisam é um documento de apresentação para investidores para levantar capital”, explicou o fundador da Valve. “E esse é um começo bem distraído para uma organização”, complementou.

Para Newell, o primeiro foco de qualquer empresa deve ser criar valor para as pessoas, que aí sim vão se interessar por um produto. Caso contrário, elas vão se preocupar mais em fazer promessas para investidores. “Ah, eu penso que todas essas mentiras que colocamos em nosso documento, agora temos que ir e, você sabe, contratar um bando de pessoas para estar nessa trajetória”, afirmou. “Acredito que essa é uma ótima maneira de destruir um bando de dinheiro e desperdiçar o tempo de muita gente”.

Fundador da Valve segue rotina de semiaposentadoria

O fundador da Valve também explicou que um bom negócio deve “ignorar todas as distrações” que impeçam os consumidores de ficarem felizes. “Se você ouvir seus clientes e se focar neles, é ridiculamente mais fácil construir um negócio. Mas o foco deve ser sempre neles, e em seus parceiros, e em seus funcionários”.

Foto: Divulgação/Valve

E então tudo o mais vai se encaixar no lugar com o tempo”, finalizou. Ao canal de Zalkar Saliev, Newell também explicou que segue uma rotina de “semiaposentadoria” no momento atual. Ela envolve acordar, trabalhar um pouco, mergulhar no oceano e depois voltar a trabalhar um pouco mais.

Eu gosto de trabalhar, é divertido, para mim não parece como trabalho. Os tipos de coisas que eu posso fazer todos os dias são super incríveis”, explicou. Ele também afirma que nem todo o seu tempo é dedicado à Valve, já que também trabalha em projetos de inteligência artificial e na iniciativa Starfish Neuroscience, que pretende implantar chips dentro da cabeça de pessoas.

Fonte: PC Gamer, Eurogamer

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima