Um engenheiro eletrônico e desenvolvedor de software ucraniano conhecido como Oleg Kutkov instalou um drive de disquete de 3,5 polegadas em um carro Tesla e conseguiu executar um arquivo MP3.
O procedimento utilizou um conversor de interface USB para Unidade de Disquete (FDD, na sigla em inglês) conectado à porta USB encontrada no porta-luvas do carro elétrico da empresa do bilionário Elon Musk.
Kutkov publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter) documentando a façanha. A gravação exibe o drive em funcionamento enquanto reproduz a música Never Gonna Give You Up, do cantor Rick Astley, armazenada em um disquete com capacidade total de 1,44 MB.
O processo de carregamento da canção lendária exigiu um intervalo perceptível de espera, e o áudio capta o ruído característico da cabeça magnética percorrendo a superfície do disco durante a leitura dos dados.
Contexto histórico da mídia de 3,5 polegadas
A Sony introduziu o disquete de 3,5 polegadas em 1981. O formato alcançou seu período de maior adoção comercial durante a década de 1990, sendo posteriormente substituído por tecnologias com densidade de armazenamento superior.
Os CDs ofereciam capacidade 486 vezes maior que os 1,44 MB do disquete, enquanto os pen drives com interface USB consolidaram a transição para o armazenamento em estado sólido nos anos 2000.
Atualmente, aos 45 anos de existência, o dispositivo é reconhecido por parte significativa das novas gerações exclusivamente como ícone de salvamento em interfaces digitais atuais, e não como hardware físico.
Substituição gradual em sistemas governamentais
Para quem acha que os disquetes são totalmente coisas do passado, achou errado (por incrível que possa parecer para alguns).
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) iniciou no ano passado o processo de descontinuação do uso de disquetes em paralelo com a atualização de computadores que ainda operavam com o sistema operacional Windows 95.
Em 2024, o governo do Japão revisou seu ordenamento jurídico para eliminar exigências legais que especificavam o emprego de dispositivos de armazenamento magnético.
Outras instituições enfrentam cronogramas mais extensos para migração. A cidade de São Francisco, na Califórnia, destinou US$ 212 milhões para modernizar o sistema de controle de seus trens metropolitanos e remover os disquetes de 5,25 polegadas atualmente integrados à infraestrutura, com prazo final estabelecido para 2034.
Por sua vez, a Marinha da Alemanha conduz estudo para substituir os drives de 8 polegadas instalados nas fragatas da classe F123 Brandenburg.
O caso da penitenciária de Nova Jersey
O sistema prisional do estado norte-americano de Nova Jersey mantém regulamentação que proíbe detentos de portar pen drives, mas autoriza a posse individual de até 20 disquetes de 3,5 polegadas.
A restrição impõe um limite técnico de aproximadamente 28,8 MB de espaço total para armazenamento de documentos relacionados a processos judiciais.
O procedimento estabelece que arquivos enviados por advogados em unidades USB sejam transferidos para os disquetes por meio de computadores disponíveis na biblioteca da instituição.
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Suporte técnico e mercado remanescente
E, como não poderia ser diferente, a comunidade de entusiastas de hardware antigo mantém interesse no formato. O núcleo do sistema operacional Linux recebeu no ano passado uma atualização de drivers destinada especificamente a prolongar a compatibilidade com drives de disquete.
O fornecimento de mídia virgem no mercado internacional ainda é viabilizado comercialmente pelo domínio floppydisk.com, que projeta continuidade nas vendas por um período adicional limitado.
E aí? O que da curiosidade? Misturar carros Tesla e disquetes com certeza não estava na minha mente no início deste dia. Compartilhe o seu ponto de vista e continue acompanhando o Adrenaline!
Fontes: Tom’s Hardware | X (Antigo Twitter)