Disponível nas lojas de todo o mundo desde o dia 5 de junho, o Nintendo Switch 2 recebeu no último domingo (22) uma extensa análise feita pela Digital Foundry. Embora o console tenha sido considerado um “upgrade satisfatório”, um quesito importante de seu display pode ser considerado um downgrade.
Segundo a análise feita pelo veículo, a tela escolhida pela fabricante traz uma qualidade de movimento pior até mesmo do que a vista no Switch original. Na comparação com o modelo OLED, a comparação é ainda menos benéfica para o produto mais recente, cuja experiência não foi considerada ideal.
O Digital Foundry afirma que, em seu modo portátil, o Switch 2 tem a tendência de provocar borrões nas imagens, resultando em uma experiência um tanto incômoda em alguns jogos. Outro quesito criticado é o suporte limitado ao HDR. Como o console atinge um máximo de 420 nits, ele não é flexível o bastante para entregar uma faixa dinâmica de cores satisfatória.
O veículo também critica o fato de que, em seu modo portátil, o dispositivo não possui suporte a taxas de atualização variáveis (VRR, na sigla em inglês). Ao mesmo tempo, ele destaca que a plataforma trabalha com a compensação de taxas de quadros baixas de maneira eficiente, conforme destacado pelo jogo Welcome Tour.
Switch 2 também foi elogiado pela Digital Foundry
Apesar das críticas feitas ao display do Switch 2, a Digital Foundry tem um veredito positivo sobre o novo aparelho. Entre as áreas que se destacam nele está sua retrocompatibilidade, que é capaz de dar vida nova para jogos do Switch original que não tinham um desempenho muito bom.
Conforme destaca o veículo, os principais beneficiados são games que possuem taxas de quadro destravadas ou que tinham dificuldade em manter um desempenho estável. Entre os exemplos mostrados está Batman: Arkham Knight, que sofria para chegar sequer aos 30 FPS no hardware antigo. No mais recente, o título atinge esse patamar — e se mantém nele — com facilidade.
Outro aspecto que foi destacado no Switch 2 é sua eficiência energética, algo muito importante para um portátil. Embora a bateria do aparelho tenha duração mais limitada do que a de seu antecessor, ele é capaz de rodar bem jogos como Cyberpunk 2077 com somente uma fração da energia consumida por outros consoles.

Para completar, o Digital Foundry também elogiou questões como tempo de loading e a velocidade máxima de download da nova plataforma, que encurta muito o tempo de transferência de jogos. O resultado final é um hardware que não é perfeito, mas que cumpre bem o objetivo de oferecer o upgrade que muitos fãs desejavam.
Fonte: Digital Foundry