Charlie Guillemont é um dos novos Co-CEOs da nova parte da Ubisoft que ficou responsável pelas franquias de jogos de maior sucesso da empresa. No início do ano, a editora francesa recebeu US$ 1,25 bilhão da Tencent para desmembrar suas franquias de jogos de maior sucesso em uma subsidiária separada.
Junto com o filho do atual CEO, Christophe Derennes, chefe dos estúdios norte-americanos, também ficou responsável pelo setor.
A empresa anunciou que os colíderes dessa nova, e estranha, entidade serão responsáveis por transformar Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six Siege em sucessos ainda maiores. Espera-se também que eles possam salvar o restante da empresa que está em dificuldades.
Outra alternativa é ejetar o outro setor que traz jogos como The Division, Just Dance e projetos em desenvolvimento há uma década, como Beyond Good and Evil 2. Em tese, com novo diretor, a sequência segue em desenvolvimento.
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Os novos colíderes
Derennes já estava à frente da Ubisoft Montreal, a maior líder de desenvolvimento da Ubisoft em sua extensa rede de estúdios. Ela, junto a Ubisoft Quebec, lidera há muito tempo a produção de Far Cry e Assassin’s Creed, incluindo Assassin’s Creed Shadows deste ano.
Charlie Guillemot havia sido codiretor de estúdio da Owlient, que produzia pequenos jogos mobile para a Ubisoft, como Tom Clancy’s Elite Squad. Ele saiu em 2021 para trabalhar na Unagi, empresa de jogos de IA e Web3, mas retornou no início deste ano.

O filho do CEO respondeu sobre as acusações de nepotismo sem negar o parentesco, mas destacando a própria carreira, tanto dentro e fora da Ubisoft.
Em suas palavras, ele passou “a última década acumulando experiência dentro e fora da Ubisoft, liderando equipes, gerenciando marcas e navegando por mudanças em uma indústria em rápida evolução”.
Divisão de trabalho

Conforme as informações disponíveis, Charlie Guillemot será responsável pelas marcas de jogos. Ou seja, conteúdo direção e desenvolvimento. Representantes da Tencent atuarão como consultores para esta nova entidade da Ubisoft.
Trata-se da primeira do que a Ubisoft está chamando de “Creative Houses”, a nova estrutura para o pipeline de codesenvolvimento de jogos da empresa daqui para frente.
Polêmicas e histórico em família

A Ubisoft foi fundada em 1986 por Yves Guillemot e seus quatro irmãos, Christian, Claude, Gérard e Michel. A editora permaneceu sob gestão familiar apesar de tentativas de aquisição hostil e escândalos de assédio sexual. O que mostra que a escolha do filho não deveria surpreender.
No início deste mês, o ex-diretor criativo Serge Hascoët recebeu uma pena suspensa de 18 meses e uma multa de US$ 52.000 por alegações de assédio psicológico e cumplicidade em assédio sexual.
A empresa espera um ano tranquilo após o adiamento dos próximos títulos de várias de suas maiores séries, como Far Cry e Ghost Recon. Além dos próximos spin-offs e sequências de Assassin’s Creed, a Ubisoft também está dobrando a aposta em remasterizações.

A primeira deve ser uma reedição de Assassin’s Creed IV: Black Flag, de 2013. O título obteve tanto sucesso que serviu de inspiração para Skull and Bones, que não trouxe uma jogabilidade naval tão boa quando o título de 2013.
Enquanto isso, as iniciativas de corte de custos em andamento continuaram esvaziando alguns dos escritórios mais conhecidos da empresa. Entre eles, estão o estúdio de São Francisco e mais demissões na Red Storm Entertainment, onde os jogos de Tom Clancy foram criados.
Fonte: Insider Gaming.