Ações da Microsoft caem 23% em meio a preocupações sobre investimentos em IA

Uma das empresas que mais investiu na inteligência artificial (IA) como parte de seu futuro, a Microsoft testemunhou uma grande desvalorização de suas ações na última terça-feira (31 de março). Segundo a CNBC, a empresa teve uma queda trimestral de 23%, a maior desde que a grande crise financeira de 2008 afetou suas operações.

A situação é explicada pelo fato de que, apesar de continuar uma líder no setor de software, a empresa não tem conseguido entregar os grandes crescimentos que prometeu com seus investimentos em IA. Ao mesmo tempo, ela continua dedicando grandes gastos ao setor, que são necessários para construir a infraestrutura que lhe serve como base.

Imagem: Reprodução/CNBC

A CNBC explica que a queda nos papéis da Microsoft também é explicada por fatores que fogem ao controle da empresa. Entre eles estão os conflitos no Irã, que aumentam a expectativa de um aumento rápido e intenso no preço de combustíveis — o que também deve ajudar a encarecer a construção de novos centros de dados.

Aposta da Microsoft no Copilot não está se pagando

Analistas de mercado acreditam que um dos principais problemas que a Microsoft enfrenta no momento é a falta de popularidade do Copilot. Embora a empresa tenha investido bastante na tecnologia, os consumidores continuam preferindo usar assistentes de concorrentes como OpenAI e Anthropic.

A empresa não é a única a sofrer uma desvalorização recente de suas ações. A crença do mercado de que empresas que fornecem softwares como serviço (SaaS) não conseguem mais oferecer o mesmo tipo de crescimento que em um passado recente também derrubou a valorização de nomes como Adobe, Atlassian e ServiceNow em mais de 30%, em alguns casos.

Ações da Microsoft caem 23% em meio a preocupações sobre investimentos em IA
Imagem: Divulgação/Microsoft

No entanto, os especialistas consultados pela CNBC afirmam que é cedo para recomendar que investidores abandonem a Microsoft. Isso porque a empresa ainda continua em uma alta histórica e tem registrado aumentos de receita consistentes nos últimos anos.

Ciente de que o Copilot não é muito popular, a corporação decidiu colocar Jacob Andreou, ex-Snap, no comando das experiências com o assistente. O cargo era ocupado anteriormente por Mustafa Suleyman, que agora vai se focar no desenvolvimento de novos modelos de IA.

Fonte: CNBC

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