A situação não para de piorar: IA esgota estoque de HDDs da Western Digital e mercado pode enfrentar novos aumentos! As informações foram confirmadas pelo presidente-executivo da Western Digital, Irving Tan.
Tan revelou que a empresa já não dispõe de estoque disponível para novos pedidos neste ano, reflexo da crescente demanda do setor de inteligência artificial.
Dados divulgados pela companhia mostram que a receita voltada para serviços em nuvem alcançou 89% do faturamento total. Em contrapartida, a participação do segmento consumidor recuou para apenas 5%.
O cenário ressalta uma transformação estrutural no mercado de armazenamento, com fornecedores redirecionando sua capacidade produtiva para atender grandes centros de dados.
Contratos de longo prazo garantem fornecimento para hyperscalers até 2028
Durante teleconferência sobre os resultados financeiros do segundo trimestre, Tan detalhou que a Western Digital possui pedidos de compra confirmados com seus 7 principais clientes. Dois deles já firmaram acordos de fornecimento de longo prazo para 2027, enquanto um contrato se estende até 2028.
Esses acordos envolvem volumes expressivos de dados, negociados em exabytes (EB), combinando quantidade de armazenamento e preço.
O executivo explicou que a estratégia da fabricante prioriza o desenvolvimento de produtos direcionados às necessidades de clientes empresariais, especialmente os grandes provedores de serviços em nuvem.
A decisão da Western Digital segue uma tendência observada entre fabricantes do setor. Com números tão distantes entre os segmentos empresarial e consumidor, a realocação de recursos para atender a demanda corporativa se tornou uma medida natural do ponto de vista comercial.

Data centers nos Estados Unidos puxam consumo de HDDs para IA
O aumento na procura por discos rígidos está diretamente relacionado à construção de data centers em larga escala, com concentração mais expressiva em instalações localizadas nos Estados Unidos.
Sistemas de inteligência artificial (IA) dependem de grandes volumes de informação para funcionar, e os HDDs representam a alternativa mais econômica para armazenar essa quantidade massiva de dados.
Provedores de serviços em nuvem utilizam discos rígidos para guardar desde conteúdos extraídos da web até backups de dados processados, logs de inferência e informações correlatas. A escala de armazenamento nesses ambientes atinge patamares de exabytes, tornando os HDDs uma solução viável financeiramente.
Assim como ocorreu com componentes de memória para inteligência artificial, os discos rígidos experimentaram adoção acelerada nos últimos anos. Esse movimento pressiona a capacidade dos fornecedores, que enfrentam dificuldades para equilibrar a oferta com o ritmo acelerado de expansão dos hyperscalers.

Oferta limitada deve persistir antes da recuperação do mercado
A atual corrida por infraestrutura para inteligência artificial provocou desequilíbrios na cadeia de suprimentos de diversos componentes eletrônicos.
No caso dos HDDs, a situação segue padrão semelhante ao observado anteriormente em segmentos como DRAM e NAND, com a demanda superando a capacidade instalada de produção.
Analistas do setor indicam que a tendência de escassez deve se manter por período prolongado. A recuperação para níveis de oferta mais equilibrados depende de fatores como a expansão da capacidade de fabricação e possíveis ajustes nos cronogramas de investimento das grandes empresas de tecnologia.
Enquanto isso, fabricantes como a Western Digital concentram esforços no atendimento aos contratos já firmados. A estratégia de priorizar clientes corporativos, embora reduza a participação no mercado consumidor tradicional, tem se mostrado eficaz para garantir receita estável em um cenário de demanda aquecida.
IA esgota estoque de HDDs da Western Digital; conclusões
O superciclo da inteligência artificial provocou reorganização nas linhas de produção de componentes eletrônicos. Empresas tradicionalmente voltadas ao mercado de PCs e de consumidores finais passaram a direcionar capacidade para atender data centers, segmento que oferece contratos de maior volume e previsibilidade financeira.
No caso específico dos discos rígidos, a mudança é particularmente relevante porque envolve tecnologia madura, porém indispensável para arquiteturas de armazenamento em larga escala.
Diferentemente de soluções mais rápidas como SSDs, os HDDs continuam sendo a escolha predominante para guardar grandes volumes de dados que não exigem acesso frequente ou ultrarrápido. A Western Digital exemplifica essa transformação ao registrar quase 90% de sua receita proveniente da nuvem.
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A polêmica envolvendo a escassez de hardwares para consumidores
Além do velho problema conhecido pelos consumidores tradicionais, que cada vez menos encontram hardwares e periféricos em estoque (e muito menos por preços acessíveis), parte dos usuários nacionais e internacionais está notando um movimento consistente de diversos segmentos focados em tecnologia.
Esse movimento está sendo adotado pela maioria das empresas do setor, seja de games ou de serviços empresariais: o claro intuito de criar um futuro voltado somente aos serviços de assinatura e hardwares “remotos” (por nuvem e streaming).
Isso seria o futuro distópico perfeito para boa parte das empresas multinacionais: consumidor nenhum seria dono de nada e, a partir do momento que cancelassem suas assinaturas, sejam mensais ou anuais, não teriam mais à disposição nem sequer o próprio PC, porque tudo estaria na nuvem.
Com o advento da inteligência artificial e dos data centers massivos, que consomem todos os recursos e hardwares, está ficando cada vez mais inviável para o consumidor final montar a própria máquina.
Sendo assim, esse futuro descrito acima poderá acontecer mais rápido do que muitos pensam, e boa parte das pessoas ficará refém de streaming e da nuvem, sem ter mais a possibilidade de ter o próprio equipamento em casa.
Logo, infelizmente, resta somente aguardar para observar o desenrolar da situação. Todavia, para finalizar, ressaltamos que a movimentação de gigantes do segmento dos games, como a Sony, indica que, de fato, logo mais até mesmo a mídia física precisará de serviços de streaming para funcionar corretamente.
E aí? Qual é a sua opinião sobre esta situação caótica? Compartilhe o seu ponto de vista nesta publicação e continue acompanhando o Adrenaline!
Fonte: WCCFtech