Como forma de impedir que Call of Duty seja dominado por cheaters, a Activision Blizzard iniciou um processo contra alguns criadores desse tipo de ferramenta. E, conforme revela uma reportagem do site Aftermath, a empresa chegou a contatar a mãe de uma dessas pessoas para tentar fazer com que ela parasse com suas atividades.
Entre os alvos mais recentes da companhia estão os hackers Wolfy (Julian Angel Valenzuela) e Noziex, que criaram os cheats Zenith e Devware. Com eles, jogadores podem ter acesso a todos os itens do jogo, ver através de paredes e até mesmo expulsar outras pessoas para fora dos servidores do game.
Segundo um processo iniciado pela Activision Blizzard na semana passada, a dupla tem produzido cheats para Call of Duty desde 2023, e não parou com suas ações mesmo após vários avisos extrajudiciais. Em pelo menos duas ocasiões, advogados da empresa ligaram para a mãe de Wolfy (então um menor de idade) para denunciar as ações do rapaz.
Enquanto isso fez com que ele desligasse os servidores do Devware, a empresa afirma que o rapaz não parou de vender trapaças para o game. Junto com Noziex, ele teria fingindo a venda do software para outra empresa — agora conhecido como Zenith, ele traz todas as características que popularizaram a trapaça anterior.
Cheaters de Call of Duty derrubaram os servidores do game
Segundo a Activision Blizzard, durante todo o período em que ela tentou resolver a situação fora dos tribunais, o mesmo comportamento se repetia. Após receberem avisos da empresa, Wolfy e Noziex afirmavam que estavam colaborando com ela, mas não paravam de vender seus softwares.
O Zenith é oferecido como um sistema de assinatura, que cobra US$ 50 pelo acesso trimestral a seus recursos. Assim como o Ricochet de Call of Duty é atualizado, a ferramenta também recebe incrementos constantes para burlar as medidas de segurança implementadas pela desenvolvedora.

Segundo a Activision Blizzard, a situação chegou ao ponto de a dupla arquitetar um ataque que tirou do ar os servidores de Black Ops 6 e Modern Warfare III. A empresa decidiu levar o caso para os tribunais por acreditar que as ações dos hackers a fizeram perder jogadores e a obrigaram a dedicar muitos recursos a equipes que banem trapaceiros e detectam a presença de cheaters nos shooters.
A companhia exige que Wolfy e Noziex parem de produzir seus softwares e, junto com os revendedores com que trabalham, destruam todas as cópias de suas criações. A companhia também busca uma compensação financeira não divulgada, mas que pode chegar a milhões de dólares, conforme mostra um caso anterior no qual ela se envolveu.
Fonte: Aftermath