O mouse Razer Boomslang está de volta. A fabricante de periféricos decidiu reviver um dos seus primeiros e mais icônicos produtos, mas o preço vai fazer muitos jogadores pensarem duas vezes.
Anunciado como uma edição comemorativa, o novo mouse chega ao mercado internacional por US$ 1.337 — uma referência direta ao termo “Leet” (1337).
Em conversão direta para a nossa moeda, estamos falando de aproximadamente R$ 7.107 (sem taxas e impostos), um valor que coloca este periférico na categoria de itens de luxo extremo para colecionadores.
Um clássico revestido em couro
Diferente da versão original de 1999, que ajudou a definir o mercado de periféricos gamer, esta edição de 20 anos foi projetada tanto para performance bruta quanto para exibição.
O design ambidestro característico, que lembra a cabeça de uma cobra, foi mantido, mas os materiais sofreram um upgrade extravagante.
Os botões principais são revestidos em couro sintético (PU), o que levanta dúvidas sobre a durabilidade em sessões intensas de uso. Além disso, a carcaça possui acabamento em verde esmeralda translúcido e uma faixa de iluminação RGB de oito zonas na parte inferior.
Especificações top de linha
Embora o visual apele para a nostalgia, o interior é pura tecnologia moderna. Segundo a fabricante, o novo Boomslang herda os componentes do aclamado DeathAdder V4 Pro.
Isso significa que ele abandona o antigo sistema de esfera mecânica para adotar um sensor óptico de última geração, capaz de atingir 45.000 DPI.

A taxa de atualização (polling rate) chega a impressionantes 8.000 Hz, para uma comunicação quase instantânea com o PC. Os switches ópticos de quarta geração também estão presentes, prometendo cliques precisos e duráveis.
Você pode conferir mais detalhes sobre as tecnologias atuais da marca em nossa seção dedicada a periféricos.
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Item de colecionador, não de uso diário
A própria Razer admite que este não é um mouse para ser o seu “daily driver”. Com apenas 1.337 unidades produzidas mundialmente, o produto vem acompanhado de um case especial de exposição e um dock de carregamento sem fio. O foco aqui é o colecionismo.

O uso de couro nos botões, por exemplo, não é ideal para lidar com suor ou sujeira acumulada durante longas maratonas de jogatina. A empresa recomenda limpeza constante, mas é provável que a maioria dessas unidades nunca veja uma partida competitiva de verdade.
Para os entusiastas de PC , o retorno do Boomslang é um lembrete de como o mercado evoluiu nas últimas duas décadas, saindo de mouses de bolinha de 2.000 DPI para monstros sem fio de alta precisão. Fica a dúvida se a nostalgia justifica o investimento em um setup completo.
Fonte(s): Razer