A Microsoft divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre do ano fiscal de 2026. A empresa obteve uma receita de US$ 81,3 bilhões (R$ 421,85 bilhões) e um lucro líquido de US$ 30,9 bilhões (R$ 160,33 bilhões) no terceiro trimestre. A receita aumentou 17% e o lucro líquido, 23%.
O fim de ano registrou crescimento nas vendas de PCs em meio à escassez de memória RAM e a alta de preços. O fim do suporte ao Windows 10 contribuiu para o aumento das vendas de PCs. Porém, isso também se deve à estratégia dos fabricantes de PCs que anteciparam estoques para combater possíveis tarifas e a escassez global de memória.
Além disso, a força do negócio de Nuvem Inteligente da Microsoft, que inclui o Azure e produtos de servidor, evidencia o declínio do segmento de Computação Pessoal, que engloba Windows, Xbox e Surface.
A Nuvem Inteligente contribuiu com US$ 32,9 bilhões (R$ 170,71 bilhões) em receita neste trimestre, mais que o dobro dos US$ 14,3 bilhões (R$ 74,20 bilhões) da Computação Pessoal.
De fato, a divisão de Computação Pessoal apresentou uma queda de 3% na receita em relação ao ano anterior, sendo a única unidade de negócios a registrar esse resultado neste trimestre. E a Microsoft atribui essa queda na receita da Computação Pessoal ao segmento de jogos.
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Como anda o Windows?

O Windows 11 atingiu um marco importante no trimestre, chegando a um bilhão de usuários. Isso representa um aumento de 45% em relação ao ano anterior, de acordo com o CEO da Microsoft, Satya Nadella.
Evidente que o fim do suporte para o Windows 10 impulsionou esse crescimento, ajudando o o Windows 11 a atingir um bilhão de usuários mais rapidamente do que o Windows 10. Porém, ainda é preciso destacar que a empresa conseguiu perder participar de mercado com o sistema também em decorrência de vários bugs.
E o sistema operacional antecessor vem ganhando espaço e ameaçando o reinado do sucessor.

A receita da Microsoft com OEMs e dispositivos Windows durante este período de festas cresceu apenas 1% em relação ao ano anterior.
Empresas e consumidores atualizaram seus PCs e notebooks durante o período de fim de suporte ao Windows 10, já que a receita com OEMs Windows, por si, aumentou 5%. Essa receita foi compensada por uma queda na receita com dispositivos, visto que a Microsoft agora combina a receita do Surface com a receita de OEMs Windows.
Xbox em queda

A receita de hardware do Xbox da Microsoft vem caindo há três anos fiscais consecutivos, e tudo indica que essa queda continuará ao longo do ano fiscal de 2026. Houve uma queda de 32% em relação ao ano anterior durante o último trimestre de festas de fim de ano. E o setor de jogos também caiu 9%.
O conteúdo e os serviços do Xbox, que incluem o Game Pass, também registraram queda de 5%. Essa queda é atribuída principalmente ao melhor desempenho do conteúdo próprio no ano anterior, e não ao aumento de preço do Game Pass Ultimate durante o trimestre. Ou seja, para a empresa, a culpa da queda é do próprio sucesso.
Isso aponta para números de vendas mais fracos para Call of Duty: Black Ops 7, que teve que competir não apenas com Battlefield 6, mas também com o sucesso de Black Ops 6 em 2024.

E, como esperado, a Microsoft não divulgou uma atualização sobre o número de assinantes do Xbox Game Pass. A empresa informou pela última vez que tinha 34 milhões de assinantes há quase dois anos, incluindo os membros do Xbox Game Pass Essential (anteriormente Xbox Live Gold/Game Pass Core).
A empresa continuou trazendo mais jogos para PS5, como parte de sua estratégia de disponibilizar jogos exclusivos do Xbox nas plataformas da Nintendo e da Sony. No ano passado, a dona do Windows revelou que Halo: Campaign Evolved, Fable e Forza Horizon 6 chegarão ao console da Sony este ano.
Nuvem nas alturas
A receita da Microsoft com serviços em nuvem foi forte mais uma vez neste trimestre, ultrapassando US$ 50 bilhões (R$ 259,44 bilhões) no total. Isso representa um aumento de 26% em relação ao ano anterior. A receita do Azure e de outros serviços em nuvem cresceu 39%.
Todas as atenções continuam voltadas para as receitas de Inteligência Artificial da Microsoft e os custos associados, e a fabricante de software não divulgou números específicos de produtos de IA neste trimestre.
O investimento de capital no segundo trimestre foi de US$ 37,5 bilhões (R$ 194,38 bilhões), e a maior parte desse valor foi destinada a ativos como CPUs e GPUs para data centers de nuvem e IA. As reservas comerciais também aumentaram 230% em relação ao ano anterior, graças aos compromissos do Azure com a OpenAI e a Anthropic.

A Microsoft anunciou esta semana seu mais recente chip de IA próprio, que ajudará a hospedar o GPT-5.2 e outros modelos para o Microsoft Foundry e o Microsoft 365 Copilot. O chip Maia 200 foi projetado para cargas de trabalho de IA em larga escala e competirá diretamente com chips de inferência de IA semelhantes da Amazon e do Google.
A Microsoft também registrou um crescimento de 29% na receita da nuvem para consumidores do Microsoft 365 em comparação com o ano anterior, além de um crescimento de 17% na receita da nuvem comercial do Microsoft 365. A receita do LinkedIn também cresceu 11% em relação ao ano anterior.
Fonte: Microsoft.