Na última terça-feira (24), Correios alertaram clientes sobre possível vazamento dados após identificação de falha de segurança, conforme e-mail encaminhado a usuários afetados.
A vulnerabilidade foi identificada no dia 13 de junho e, segundo a empresa, pode ter permitido o acesso não autorizado a informações pessoais. O aviso foi enviado por e-mail em 24 de junho a uma parcela de usuários impactados, estimada em 2% da base total. Entre os dados possivelmente expostos estão CPF, telefone e e-mail.
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Sistema permanece funcional e senhas não foram afetadas
Apesar da gravidade, os Correios afirmaram que senhas não foram comprometidas e garantem que os sistemas seguem operacionais e seguros. A empresa também notificou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), conforme exige a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A vulnerabilidade teria afetado, sobretudo, o aplicativo “Meu Correios”, que já passou por correções e reforço nos protocolos de segurança.

Medidas recomendadas aos usuários
Para os clientes, a estatal recomenda uma série de ações preventivas:
- Trocar imediatamente a senha da conta dos Correios
- Ativar autenticação em dois fatores por aplicativo, não por SMS
- Ficar atento a possíveis golpes por e-mail, SMS e redes sociais
- Manter antivírus atualizado e monitorar o uso da conta
Especialistas alertam que, mesmo com senhas protegidas, o uso de dados como CPF e telefone pode facilitar ataques de engenharia social. Por isso, é essencial adotar práticas seguras e evitar reutilizar senhas em diferentes serviços.
Crise acontece em meio a reestruturação digital
O incidente ocorre em um momento em que os Correios estão investindo em tecnologia. Recentemente, a estatal realizou sua primeira entrega por drone no Brasil, mostrando uma tentativa de modernizar sua logística e se aproximar de práticas adotadas por empresas privadas.
Além disso, a empresa lançou um marketplace próprio para competir com grandes varejistas internacionais como Shopee, AliExpress e Shein.
Prejuízos e debate sobre taxas de importação
O cenário se agrava com o prejuízo de R$ 2,2 bilhões registrado recentemente pela estatal. Parte do rombo é atribuído à nova cobrança de impostos sobre compras internacionais, que afetou diretamente os volumes de encomendas recebidas.
Enquanto isso, o Congresso Nacional analisa um projeto de lei que pretende isentar importações de até US$ 50 a US$ 600 — uma pauta que pode impactar diretamente os serviços prestados pelos Correios.
Fonte: g1