Preços altos de memórias RAM DDR4 e DDR5 podem durar até 2028

Os altíssimos preços atualmente cobrados em memórias devem continuar subindo no ano que vem, sem previsão de melhorias em 2027 e com a possibilidade entrar até em 2028 sem estabilizar. A informação vem de fontes do WCCFTech, que estimam que a falta de componentes no segmento não será resolvida tão cedo.

O mercado de memórias atualmente se encontra numa situação inédita, em que a altíssima demanda causada pelos investimentos em IA tem causado escassez de componentes e inflado seus preços em níveis jamais vistos. Um simples módulo de 16GB de memória DDR5 já aparece por valores acima dos R$ 900, e a situação ainda vai piorar.

A previsão é que 2026 seja o ano de pico dos valores, que afetam memórias DRAM do tipo DDR4 e DDR5, e também módulos NAND usados em SSDs e soluções de armazenamento. A escassez deve seguir até o final de 2027, então os preços devem começar a se normalizar no período, possivelmente chegando em 2028 ainda inflados.

O PCPartPicker organizou gráficos que mostram bem os aumentos de preços de memórias de 2024 para cá:

Fonte: PCPartPicker

Empresas começam a se pronunciar sobre escassez de memórias

Nas últimas semanas temos visto impactos mais drásticos da escassez no mercado de memórias. O que mais chamou a atenção foi a Micron, que surpreendeu com o fim de sua marca Crucial de produtos de memória para consumidores. A linha estava prestes a completar 30 anos e foi completamente descontinuada.

A Transcend também falou do assunto, alertando aos seus consumidores que não tem recebido suas encomendas de memórias NAND desde outubro, com suas fornecedoras Samsung e Sandisk constantemente adiando as remessas.

Evolução de preços de módulos DDR5
Fonte: PCPartPicker

A TeamGroup também se pronunciou sobre o assunto, destacando que todos os seus produtos de memória estão enfrentando “escassez generalizada”. A empresa, no entanto, diz que espera que o “desequilíbrio” entre suprimento e demanda dure “pelo menos” até a primeira metade de 2026.

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É uma previsão que parece mais otimista do que as fontes do WCCFTech, mas a companhia não faz apostas que as coisas devem melhorar no segundo semestre, apenas espera que continuarão assim, no mínimo, pelos próximos seis meses.

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