No que tem se mostrado uma semana fatídica para anúncios de ampliação da produção de chips avançados, a empresa japonesa Rapidus revelou informações importantes sobre seu processo de 1,4nm. A construção da fábrica para a litografia da próxima geração começa em 2027 no Japão, com a pesquisa e desenvolvimento dos chips em escala total começando no ano que vem.
A informação é oficial e vem da própria Rapidus. A empresa tem sido vista como uma competidora em potencial para a TSMC, não tanto em volume, mas sim na qualidade de suas tecnologias. No início do mês a gigante taiwanesa anunciou o início da construção de sua fábrica para 1,4nm, então podemos considerar que a rival japonesa ainda está um tanto atrás.
É importante ressaltar que a nova fábrica da Rapidus começa sua construção em Hokkaido depois de março de 2027, uma vez que a empresa prometeu o projeto para o “ano fiscal”. A previsão de início de produção fica para 2029. Já temos rumores que essa será a mesma instalação onde a companhia pretende fabricar em 1nm também, num futuro mais distante.
Rapidus opera com investimentos públicos e privados
Assim como acontece em todos os países que buscam alguma competitividade no segmento de semicondutores, a Rapidus tem recebido incentivos do governo e investimentos privados para acelerar seus projetos.

Gigantes como Toyota e Sony estão entre as principais companhias financiando a fabricação de chips avançados no Japão. Enquanto isso, o governo ajuda com isenções fiscais e subsídios diretos. Segundo o Tom’s Hardware, a Rapidus já teria recebido o equivalente a US$ 10 bilhões em financiamentos, com outros bilhões a caminho para os próximos meses.
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Enquanto corre atrás na parte de litografias, a fabricante japonesa promete se destacar com suas técnicas de empacotamento de chips, que devem ajudar a facilitar e tornar o processo mais direto para chips fabricados no Japão. Isso pode ser um diferencial considerável, principalmente quando lembramos que a instalação da TSMC nos EUA ainda precisa enviar seus semicondutores para envelopamento em Taiwan.
Fonte: Nikkei Asia