NVIDIA GeForce NOW agora utiliza RTX 5080 – Veja benefícios e outros anúncios

Durante a Gamescom 2025, a NVIDIA anunciou a chegada da RTX 5080 ao GeForce NOW, atualizando o plano Ultimate, que até então era baseado na RTX 4080.

A novidade traz como premissa “desempenho similar a um PC equipado com a placa mais recente da empresa”, com sessões de até 8 horas, suporte a 4K em até 240 FPS e tecnologias como DLSS 4 Multi Frame Generation, Ray Tracing avançado com Mega Geometry e Neural Rendering.

Segundo a companhia, o novo nível de desempenho representa até 2,8 vezes mais frames por segundo em relação à geração anterior, abrindo espaço para jogos mais complexos rodarem na nuvem com maior fluidez.

Divulgação/NVIDIA

Qualidade de imagem aprimorada

Uma das grandes novidades é o Cinematic Quality Streaming (CQS), tecnologia que melhora a qualidade de imagem em cenários com alta densidade de detalhes e sombras, como florestas e ambientes urbanos complexos.

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O sistema combina YUV 4:4:4 Chroma com HDR10, codec AV1 em alta taxa de bits e filtros de vídeo com inteligência artificial.

A atualização também ajusta melhor os fluxos em telas de alta densidade de pixels, mantendo maior nitidez na interface e nos elementos do jogo. O bitrate máximo chega a 100 Mbps, aproximando a experiência do streaming de uma execução local.

Latência mais baixa em jogos competitivos

Um dos pontos mais sensíveis do cloud gaming é a latência, e a NVIDIA trouxe avanços nesse aspecto.

O novo Low-Latency Streaming (LLS) se apoia no padrão L4S (Low Latency, Low Loss, and Scalable Throughput) em parceria com operadoras como BT Group, Comcast e T-Mobile.

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Do lado do servidor, a empresa aplicou a tecnologia Rivermax para controle de pacotes de rede, enquanto no cliente há suporte ao cloud G-SYNC. O resultado é a possibilidade de jogar em até 360 FPS com atraso de 30 ms, número menor do que o registrado em consoles como o PlayStation 5 Pro rodando localmente a 120 Hz, em testes realizados com Overwatch 2.

A empresa promete a combinação de avanços de hardware e rede para entregar tempos de resposta que antes pareciam impossíveis no streaming

Expansão para portáteis e TVs

O GeForce NOW também está chegando a mais plataformas. Em dispositivos móveis e portáteis, o serviço pode até dobrar a autonomia da bateria, já que o chip local lida apenas com o streaming, e não com o processamento gráfico. O Steam Deck passa a contar com modo de 90 FPS, enquanto o Lenovo Legion Go S chega a 120 FPS.

Além disso, televisores da LG e alguns monitores da marca receberão suporte nativo ao aplicativo GeForce NOW, com opções que variam de 4K 120 FPS com HDR em TVs a 5K 120 FPS em monitores. A empresa também adicionou compatibilidade com novos tipos de controles, incluindo volantes de corrida com resposta háptica.

Instalação e armazenamento na nuvem

Outra novidade apresentada é o recurso Install-to-Play, que permite instalar temporariamente os jogos em um espaço de 100 GB disponível para cada sessão de 8 horas.

Para quem deseja manter títulos instalados de forma permanente, há opções de armazenamento persistente em nuvem com desempenho comparável a SSDs NVMe.

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Os planos variam entre US$ 2,99 para 200 GB e US$ 7,99 para 1 TB. Já a assinatura Performance segue em US$ 9,99 por mês, com suporte a 1440p em 60 FPS e sessões de 6 horas. O novo Ultimate com RTX 5080 custa US$ 19,99 mensais, em que eles afirmam oferecer uma experiência mais próxima de um PC de ponta.

Por enquanto, a novidade estará disponível na França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.

O futuro do GeForce NOW

A NVIDIA também revelou que está trabalhando em integração social, permitindo entrar instantaneamente em partidas de amigos vistos em plataformas como Discord e Fortnite.

A ideia aqui é reduzir barreiras de acesso e transformar o serviço em uma extensão natural da experiência de PC gaming.

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Novos jogos com suporte ao DLSS 4

Durante a apresentação, a NVIDIA revelou que o DLSS 4 com Multi Frame Generation já está disponível em mais de 175 jogos e aplicativos.

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Para a Gamescom, mais 10 títulos foram confirmados com suporte à tecnologia, incluindo o recém-anunciado Borderlands 4.

O game de tiro da Gearbox rodará com DLSS 4 desde o lançamento e será oferecido como bônus na compra de determinadas placas da série RTX 50. A história se passa em um novo planeta chamado Chyros, expandindo o enredo iniciado em Borderlands 3.

Entre os demais lançamentos, estão produções de grande peso no calendário dos próximos meses:

  • Resident Evil Requiem – lançamento em 27 de fevereiro com DLSS 4 e Path Tracing
  • Borderlands 4 – estreia em 12 de setembro, compatível com DLSS 4
  • Pragmata – chega com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Cinder City (ex-Project LLL) – confirmado com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Phantom Blade Zero – terá DLSS 4 e Ray Tracing
  • Black State – incluirá DLSS 4 e Ray Tracing
  • Hell is Us – lançamento em 4 de setembro, com DLSS 4
  • The Outer Worlds 2 – chega em 29 de outubro com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Cronos: The New Dawn – confirmado com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Directive 8020 – terá suporte a DLSS 4 e Path Tracing
  • Dying Light: The Beast – estreia em 19 de setembro, com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Fate Trigger – compatível com DLSS 4
  • Honeycomb: The World Beyond – virá com DLSS 4 e Ray Tracing
  • Indiana Jones and the Great Circle – The Order of Giants DLC – lançamento em 4 de setembro, adiciona RTX Hair
  • Lost Soul Aside – chega em 29 de agosto com DLSS 4 e Ray Tracing
  • inZOI – atualização traz DLSS 4 e melhorias nos Smart ZOIs com ACE
  • The Oversight Bureau – estreia com o novo modelo de Reconhecimento Automático de Fala da NVIDIA ACE

Resident Evil Requiem com Path Tracin

A Capcom também aproveitou a conferência para apresentar Resident Evil Requiem, novo título da franquia que estreia em fevereiro de 2026. O jogo utiliza Path Tracing para simulação realista de luz e sombra, aliado ao DLSS 4 com Ray Reconstruction.

Segundo a equipe de desenvolvimento, a iluminação dinâmica e os reflexos aprimorados ajudam a criar uma atmosfera ainda mais imersiva de terror, mantendo o legado cinematográfico da série.

Expansão do RTX Remix

A NVIDIA mostrou novidades para a comunidade de modders com o RTX Remix. Entre os vencedores do concurso de mods estão Painkiller Remixed, Vampire: The Masquerade Bloodlines RTX e Call of Duty 2 RTX.

Um novo sistema de partículas com Path Tracing chegará em setembro, permitindo efeitos modernos em jogos clássicos. Isso inclui faíscas, energia refletida em superfícies e até manipulação de física dentro dos mods.

Project G-Assist com novos recursos

Outro destaque foi a evolução do Project G-Assist, assistente experimental de IA que auxilia jogadores a otimizar configurações e até controlar periféricos. Agora ele roda em todas as GPUs RTX com 6 GB ou mais, incluindo notebooks.

O G-Assist ganhou suporte a plug-ins criados pela comunidade, como Launchpad (atalhos de apps), NotePad (anotações in-game) e Flux (edição de imagens com IA diretamente no overlay). Um hub de plug-ins foi lançado em parceria com o Mod.io.

Programas de comunidade e recompensas

A empresa também reforçou seus programas voltados à comunidade. O GeForce Rewards segue distribuindo itens cosméticos, como skins digitais para jogos populares.

Já o Verified Priority Access (VPA), criado para combater bots, segue oferecendo Founders Edition a preço de mercado. As inscrições foram abertas para jogadores da França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.

Além disso, a campanha GeForce Summer distribuirá mais de US$ 50 mil em prêmios, incluindo um PC customizado com RTX 5090 montado pela própria equipe da NVIDIA.

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Parceria com Discord e Epic Games

Um dos anúncios mais comentados foi a integração entre GeForce NOW, Discord e Epic Games. Em breve, será possível clicar em “try game” no Discord e experimentar jogos instantaneamente via nuvem, começando por uma demo com Fortnite.

Segundo o cofundador do Discord, Stan Vishnevskiy, a ideia é criar uma forma de jogar com amigos de maneira imediata, sem downloads ou instalações.

Promessa ousada, mas ainda precisa ser testada

Os anúncios da NVIDIA na Gamescom 2025 mostram ambição em transformar o GeForce NOW em uma alternativa viável até para o público competitivo. A empresa fala em latência de 30 ms no modo 360 FPS, abaixo do tempo de resposta de um PlayStation 5 Pro rodando localmente a 120 Hz. No papel, é impressionante.

Mas, como lembraram vários jogadores em debates nas redes, a realidade de rede fora de ambientes controlados costuma ser bem diferente. Fatores como distância dos servidores, qualidade da conexão doméstica e até a estabilidade dos ISPs podem comprometer a experiência. Não é à toa que muitos ainda associam cloud gaming a inconsistência, input lag e qualidade visual comprometida.

A NVIDIA tenta driblar essa percepção com novas tecnologias como LLS, Reflex e Rivermax, mas a dúvida permanece: será que, fora do marketing, o serviço realmente vai entregar a mesma resposta de um PC gamer local?

O certo é que setembro marcará um teste de fogo para o GeForce NOW com arquitetura Blackwell, e só então será possível saber se a promessa de jogar “melhor que no console físico” vai se sustentar também no uso real. Principalmente em regiões como o Brasil, onde a infraestrutura ainda é um obstáculo.

Fonte: NVIDIA (1) e (2)

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