Ações da Intel disparam com possível investimento do governo Trump para ampliar fabricação de chips nos EUA

As ações da Intel dispararam na tarde de ontem após relatos de um investimento significativo do governo dos EUA. Segundo a Bloomberg, o governo Trump está considerando a compra de uma participação na Intel para auxiliar nos esforços de expansão da capacidade de produção doméstica da fabricante de chips.

Os investimentos do governo americano seriam feitos especialmente no centro de fabricação da Intel em Ohio, que está sendo muito atrasado. E trata-se de uma excelente notícia para a Intel, que está precisando.

Créditos: Google Finanças.

Ainda neste ano, as ações da empresa atingiram a baixa histórica dos últimos 16 anos. Como resultado, as ações da empresa encerraram o pregão regular de ontem com ganhos de mais de 7% e continuaram a se recuperar no pregão after-market, com alta de mais de 2%.

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Possível investimento do Governo Americano

Créditos: Divulgação/Intel.

Anteriormente, a empresa já havia declarado que sua fábrica em Ohio se tornaria a maior unidade de fabricação de chips do mundo. Porém, a unidade enfrenta atrasos crônicos, com as operações comerciais da unidade agora previstas para começar apenas na década de 2030.

Com isso, é razoável afirmar que as discussões ainda estão em estágio inicial e o investimento almejado pelo governo dos EUA na Intel pode não se concretizar.

A discussão em torno de uma participação do governo dos EUA na Intel surgiu pela primeira vez durante a reunião entre o CEO da empresa, Lip-Bu Tan, e o presidente Trump na Casa Branca no início desta semana.

Tan teria conseguido conquistar o presidente, numa reviravolta surpreendente após Trump ter exigido a renúncia do CEO da Intel. Trump chegou a elogiar o “sucesso e a ascensão” de Tan, chegando a classificar as conquistas do CEO como uma “história incrível”.

Histórico de Crise

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A estratégia de recuperação da Intel sob a liderança de Lip-Bu Tan concentra-se em recuperar participação de mercado por meio do avanço acelerado da tecnologia de processos. Porém, a empresa planeja migrar para seu nó 14A de próxima geração somente se conseguir garantir compromissos confirmados com os clientes.

A hesitação foi alvo de críticas da parte de Craig Barret, que propôs um plano ousado para a recuperação da Intel. E sua ideia incluía investimentos governamentais.

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Tan também está tentando revitalizar o ecossistema x86 da Intel por meio de CPUs Panther Lake (geração atual) e Nova Lake (próxima geração). As GPUs Granite Rapids, com suporte para Multithreading Simultâneo (SMT), também estão previstas para breve.

Para reduzir as despesas gerais, a Intel está reduzindo sua força de trabalho em 15%, em relação ao seu efetivo anterior de 99.500 funcionários (no final de 2024). Vale lembrar que a empresa cortou 15.000 empregos em 2023 e mais 15.000 em 2024. A Intel também está fechando suas fábricas na Alemanha e na Polônia.

Fonte: Bloomberg.

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