Apple escolhe Intel para fabricar a próxima geração de chips para o MacBook Neo

Bomba! Apple e Intel firmaram um acordo preliminar para que o Time Azul passe a fabricar parte dos chips usados em dispositivos da Apple, segundo apuração do The Wall Street Journal e outros veículos midiáticos internacionais.

As duas empresas vinham negociando há mais de um ano e finalizaram os termos formais nos últimos meses, embora nenhuma das partes tenha confirmado publicamente o acerto até o momento.

O que se sabe sobre o escopo do acordo

As fontes ouvidas não detalharam quais linhas de produtos receberão os chips fabricados pela Intel. A Apple vende mais de 200 milhões de iPhones por ano, além de milhões de iPads e computadores Mac, e atualmente concentra a produção de seus processadores na TSMC, sediada em Taiwan.

O acordo não representa um retorno dos processadores x86 da Intel aos Macs, que desde o fim de 2020 estão equipados com os chips da série M projetados pela própria Apple. A Intel atuaria como fabricante dos chips desenhados pela Apple, papel similar ao que a TSMC desempenha hoje.

Negociações paralelas com Samsung e o fator Estados Unidos

Além das conversas com a Intel, a Apple manteve diálogos com a Samsung para a produção de processadores nos Estados Unidos. O renomado site internacional Reuters descreveu essas tratativas como estando em estágio inicial, sem pedidos formais registrados.

O movimento de diversificação acontece enquanto a capacidade de nós avançados da TSMC segue altamente pressionada pela demanda de inteligência artificial (IA), o que levou a Apple a admitir, durante sua última teleconferência de resultados, que o fornecimento de Mac Studio e Mac mini levará vários meses para normalizar.

O papel do governo americano

O governo dos Estados Unidos teve participação direta nas negociações. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, se reuniu repetidamente com a cúpula da Apple nos últimos 12 meses, incluindo o CEO de saída Tim Cook, para convencer a empresa a retomar os negócios com a Intel.

O presidente Donald Trump também defendeu pessoalmente a Intel em uma reunião com Cook na Casa Branca, segundo pessoas a par do assunto.

A Intel passou a ter 10% de participação do governo americano em agosto de 2025, e a administração Trump vem atuando para garantir novos contratos à companhia.

Leia mais

Quais chips a Intel pode produzir para a Apple

O analista de cadeia de suprimento Ming-Chi Kuo relatou no segundo semestre de 2025 que a Intel deve começar a enviar o processador M de entrada da Apple já em 2027.

O analista Jeff Pu acrescentou, em dezembro do ano passado, que a parceria pode se estender aos chips do iPhone a partir de 2028, restrita aos modelos não-Pro.

Os relatórios do GF Securities e do DigiTimes também apontaram o processo 18A-P da Intel como candidato para os chips da série M de entrada com envio previsto para 2027 e para os chips de iPhone não-Pro em 2028.

O GF Securities foi além ao indicar que o ASIC personalizado da Apple, com lançamento esperado entre 2027 e 2028, utilizará o encapsulamento EMIB da Intel.

A Apple assinou um acordo de confidencialidade com a Intel há alguns meses para obter amostras do kit de desenvolvimento de processo do nó 18A-P para avaliar a tecnologia.

Esse processo é o primeiro da Intel a oferecer suporte à ligação híbrida 3D Foveros Direct, que permite empilhar múltiplos chiplets por meio de interconexões verticais.

Os nós 18A-P e 14A surgem como os candidatos em potencial para a fabricação dos chips da Apple nas fábricas da Intel.

Linha do tempo dos acontecimentos

  • 2006: a Intel começa a fornecer processadores x86 para os Macs e MacBooks da Apple;
  • 2010: a Apple iniciou a desenvolver o design de chips próprios com o Apple A4, usado no primeiro iPad e no iPhone 4;
  • 2015: a Apple lançou o MacBook de 12 polegadas, primeiro notebook sem ventoinha da empresa, ainda equipado com processador Intel;
  • 2019: a Apple comprou a maior parte da divisão de modems da Intel por US$ 1 bilhão, absorvendo cerca de 2.200 funcionários, propriedade intelectual e equipamentos;
  • Junho de 2020: a Apple anunciou a transição dos Macs para o Apple Silicon, encerrando progressivamente o uso de processadores Intel;
  • Junho de 2023: a Apple descontinuou o Mac Pro com Intel e rompe todos os vínculos comerciais com a fabricante;
  • Julho de 2024: o então CEO da Intel, Pat Gelsinger, anunciou resultados considerados desastrosos, precipitando mudanças na liderança da empresa;
  • Março de 2025: Lip-Bu Tan assumiu como CEO da Intel;
  • Agosto de 2025: o governo americano assumiu uma participação de 10% na Intel;
  • Setembro de 2025: a Intel assinou um acordo de US$ 5 bilhões com a NVIDIA para construir CPUs para PC e data centers. A Bloomberg noticiou que a Intel consultou a Apple sobre um potencial investimento e formas de aumentar a colaboração;
  • Final de 2025: o governo Trump começou a atuar para viabilizar novos contratos à Intel. Ming-Chi Kuo relatou que Apple e Intel exploram parceria para futuros chips da série M, com possível início de produção em 2027. A Apple assinou um acordo de confidencialidade com a Intel para obter amostras do kit de desenvolvimento de processo do nó 18A-P e avaliá-lo;
  • Dezembro de 2025: Jeff Pu afirmou que a parceria pode incluir chips para iPhone a partir de 2028, restrita aos modelos não-Pro;
  • Abril de 2026: a Intel firmou acordo para apoiar o projeto Terafab de Elon Musk, produzindo chips para Tesla, SpaceX e xAI com o processo 14A;
  • Maio de 2026 (início desta semana): a Bloomberg noticiou que a Apple mantém conversas com Intel e Samsung para diversificar a produção de processadores nos Estados Unidos;
  • 8 de maio de 2026: o The Wall Street Journal revelou que Apple e Intel fecharam um acordo preliminar para a fabricação de chips. As empresas não comentam oficialmente.

O ressurgimento da Intel sob Lip-Bu Tan

A Intel nomeou Lip-Bu Tan como CEO em março de 2025, após a saída de Pat Gelsinger, que deixou o cargo em meio a resultados considerados desastrosos em julho de 2024. Sob a nova gestão, a empresa colheu uma série de acordos de peso.

Para finalizar, ressaltamos que, além da parceria de US$ 5 bilhões com a NVIDIA para a produção de CPUs voltadas a PCs e data centers e do suporte ao projeto Terafab de Elon Musk, o preço das ações da Intel atingiu a máxima recorde de US$ 126,23.

O resultado positivo foi alcançado na data de divulgação do acordo com a Apple, superando o pico anterior registrado durante a bolha das “pontocom” (.com) em 2000.

E aí? O que achou da novidade? Compartilhe o seu ponto de vista nesta publicação e continue acompanhando o Adrenaline!

Fontes: WCCFtech (1 e 2) | VideoCardZ | Tom’s Hardware | 9to5mac | Engadget | The Verge

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima