Shuhei Yoshida foi demitido da PlayStation porque não escutava Jim Ryan

Chefe da Sony Worldwide Studios durante 11 anos, Shuhei Yoshida se consolidou como uma das figuras mais influentes e importantes da história do PlayStation. E, agora que não faz mais parte da empresa, ele explicou que foi demitido de seu cargo porque não concordava com o ex-CEO Jim Ryan.

Em uma participação no evento australiano ALT: Games, Yoshida explicou sem amarras os motivos pelos quais passou seus últimos anos na Sony trabalhando com jogos independentes. Ele afirma que se recusou diversas vezes a “fazer algumas coisas ridículas” propostas por Ryan que, insatisfeito, o obrigou a mudar de cargo.

Imagem: Divulgação/PlayStation

Jim Ryan queria me retirar dos jogos first party porque eu não o escutava”, explicou o ex-chefe da Sony Worldwide Studios. Seu substituto no cargo de chefe de games para o PlayStation foi Hermen Hulst, da Guerrilla Games, que permanece trabalhando para a corporação até os dias atuais.

Shuhei Yoshida discordava dos rumos que o PlayStation seguia

Durante o evento, Yoshida não entrou em detalhes sobre quais foram as “coisas ridículas” que Jim Ryan pediu que ele fizesse. No entanto, basta olhar para os trabalhos que ele realizou e algumas de suas declarações anteriores para ter um bom contexto de como os dois executivos podem ter discordado.

NA ALT: Games, Yoshida destacou que, antes de passar a trabalhar com jogos independentes, foi o responsável por títulos como God of War (de 2018), Uncharted 4 e The Last of Us, bem como por Ghost of Tsushima. O elemento em comum entre todos eles é que se tratam de aventuras focadas no single player que trazem narrativas cinematográficas.

Shuhei Yoshida foi demitido da PlayStation porque não escutava Jim Ryan
Imagem: Divulgação/PlayStation

Ryan, por seu lado, foi o responsável por guiar os estúdios PlayStation para a produção de jogos como serviço, que ele acreditava serem essenciais para garantir fontes de receitas constantes. Em 2025, Yoshida afirmou ao Kinda Funny que não concordava com isso, por acreditar que esse era um segmento arriscado no qual não fazia sentido depositar todas as fichas.

Apesar de ter sido demovido, o executivo afirmou que gostou muito de ter trabalhado com jogos independentes para a Sony. Ele inclusive continua fazendo algo semelhante agora que saiu da empresa, mas passou a ser um freelancer que também se envolve com projetos para o Nintendo Switch, o Xbox e o PC.

Fonte: This Week in Videogames

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima