Após 28 anos, Linux abandona suporte a CPUs i486

Iniciada pela Intel em 1989, a linha de processadores i486 marcou a infância de muitas pessoas que tiveram acessos às máquinas nas quais ela esteve presente. Embora tenha sido substituída pelo Pentium há 28 anos, ela ainda era suportada pelo Linux — mas esse capítulo de sua história finalmente está chegando ao fim.

Segundo fontes da Phoronix, os responsáveis pela manutenção do kernel do sistema operacional decidiram que finalmente chegou o tempo de encerrar o suporte às CPUs antigas. Com isso, quem ainda usa os antigos hardwares finalmente chegou ao ponto em que vai ter que considerar um upgrade.

Embora a Intel tenha produzido sua última CPU i486 para desktops em 1995, a linha continuou sendo fabricada em larga escala até 1998. Mesmo assim, ela continua presente em dispositivos embarcados até 2007 — o que faz com que, ainda assim, ela esteja “morta” há quase 20 anos.

CPUs i486 deixaram de ser relevantes para o Linux

Apesar de a proposta do Linux seja a de ser um sistema leva e flexível, um de seus criadores reconhece que chegou o tempo de encerrar o suporte às CPUs i486. Segundo Linus Torvalds, um dos responsáveis pela manutenção do kernel do sistema, simplesmente chegou o ponto em que a linha da Intel deixou de ser relevante.

Tenho certeza de que ela ainda existe… mas do ponto de vista do desenvolvimento de kernel, eu não acho que seja mais relevante”, afirmou. “Em certo ponto, as pessoas vão usá-las como peças de museu. Eles podem acabar rodando kernels em museus”, brincou o desenvolvedor.

Imagem: Divulgação/Intel

Vale notar que essas declarações foram feitas pelo pai do Linux em 2022 e, mesmo assim, o suporte oficial à linha i486 durou quase quatro anos adicionais. A expectativa é que ele seja encerrado nas próximas semanas, conforme um patch de atualização é lançado para a versão 7.1 do sistema operacional.

Os responsáveis pelo software afirmam que a decisão vai ser positiva para o sistema operacional no médio a longo prazo. Ao finalmente abandonar os hardwares mais antigos, desenvolvedores vão poder se focar em oferecer recursos que não são limitados pela necessidade de serem compatíveis com eles.

Fonte: PC Gamer

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