Anunciada pela Epic Games na última terça-feira (24), a demissão de 1 mil funcionários em suas divisões globais vai ter uma grande influência no futuro de Fortnite. Isso porque a empresa decidiu cortar laços com muitos funcionários veteranos, que tiveram grande influência no sucesso do jogo e seu estado atual.
Em uma mensagem no X, o produtor de gameplay Robby Williams, que permanece na empresa, reconheceu que o impacto foi grande. Segundo ele, o “dia brutal na Epic” iniciou um processo que vai ser “muito difícil e doloroso”, que vai afetar tanto quem foi demitido quanto quem permaneceu na empresa.
“Nossos times vão ter de juntar os pedaços e tentar andando adiante, mas não podemos sequer entender os tipos de impactos que isso vai ter no game pelo resto do ano, e provavelmente, para além”, explicou Williams. Ele também se comprometeu a fazer o melhor possível por Fortnite, mas pediu paciência aos fãs enquanto os membros restantes da desenvolvedora tentam colocar ordem na casa.
Epic Games demitiu muitos veteranos de Fortnite
Nas horas que se seguiram às demissões na Epic Games, muitas pessoas essenciais ao sucesso de Fortnite revelaram que foram demitidas. Entre elas está o diretor de design Christopher Pope, o engenheiro Evan Kinney e o roteirista Nik Blahunka, que estavam comandando o jogo há anos.
Além disso, a desenvolvedora também cortou laços com Vitaliy Maymushin, o artista que criou personagens como Jonesy. Entre as baixas do estúdio também está Devin Connors que, como parte do estúdio Psyonix, se tornou um gerente de comunidade bastante reconhecido entre os fãs de Rocket League.
As demissões também afetaram muitos membros da Epic Games Brasil, a antiga Aquiris Game Studio. Com os cortes, a empresa também decidiu que vai desalistar em junho deste ano os jogos Horizon Chase e Horizon Chase Turbo de todas as lojas digitais — mas Horizon Chase 2 vai permanecer disponível.
Tim Sweeney tenta pintar demissões na empresa como algo positivo
Responsável por comandar a Epic Games desde sua fundação, o CEO Tim Sweeney fez um pronunciamento sobre as demissões que causou polêmica nas redes sociais. Segundo ele, a decisão de demitir 1 mil pessoas nada teve a ver com seus desempenhos profissionais.
“Nos próximos dias, empregadores vão ver um fluxo de currículos de pessoas com qualidades que se encontram uma vez na vida”, declarou Sweeney. “Uma coisa importante a entender é que a Epic nunca abaixou nossos padrões de contratação conforme crescemos, e a demissão não foi um ajuste de tamanho baseado em desempenho, como outras companhias chamam hoje em dia”.
Enquanto a intenção do CEO parece ser elogiar quem trabalhou em Fortnite, a declaração não foi bem recebida. Conforme muitos apontaram no X, o executivo parece querer pintar como positivo que uma das maiores empresas do mercado não consegue manter um jogo sustentável — e ainda deixa claro que qualquer um pode ser demitido no futuro, independentemente do quanto contribuir para o sucesso de seus games.
Fonte: PC Gamer, GamesRadar+